Fibra óptica tem penetração abaixo de 10% no Brasil

Fibra óptica tem penetração abaixo de 10% no Brasil

Maior economia da América do Sul, o Brasil perde para os vizinhos quando o assunto é total de acessos via redes de fibra óptica. Uruguai, Argentina e Chile estão na nossa frente, ainda que, há dez anos, todos os países estavam praticamente na mesma fase.

Os motivos para este desempenho abaixo da média do Brasil são vários, com destaque para a limitação de investimento, que faz com que as operadoras aproveitem ao máximo as redes de cobre, e a ausência de uma política pública, que só veio mais recentemente com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Em apresentação no VI Seminário TelComp 2013, o CEO da Furukawa, Foad Shaikhzadeh, traçou o cenário da atual cobertura de fibra no Brasil. Ele contabiliza 1,2 milhão de acessos com fibra em todo o Brasil, sobretudo no Estado de São Paulo. “Mas a taxa de penetração ainda é inferior a 10%”, disse ele, lembrando que, no México, o indicador está em 18% e no Uruguai gira em torno de 26%.

Ele pondera que o Brasil tem mais de seis mil prestadoras de serviço com licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), o que abre enorme potencial de mercado para as fibras ópticas.

No tocante à indústria, Shaikhzadeh destacou que foram feitos investimentos em capacidade de produção e adequação de produtos para atender à demanda local. O desafio, segundo ele, é a escassez de mão de obra para instalação de cabos no país.

Para se ter uma ideia deste potencial, os números da Telcomp mostram que as fibras ópticas chegam a apenas 45% dos municípios brasileiros. Na rede móvel, somente 20% das estações radiobase (ERBs) estão conectadas às redes de fibra. “Isso limita nossa velocidade”, conclui.

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