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Ataque contra roteadores na Alemanha liga sinal de alerta no Brasil

Ataque contra roteadores na Alemanha liga sinal de alerta no Brasil

Especialista orienta usuários a modificar senhas de acesso, atualizar sistemas e dispositivos, além da camada de proteção na rede Wi-Fi.

 

A fabricante de software antivírus G Data, representada no Brasil pela FirstSecurity, divulgou uma alerta sobre a elevada capacidade de invasão dos criminosos cibernéticos a roteadores domésticos. Recentemente, criminosos conseguiram infectar mais de 900 mil roteadores da operadora Deutsche Telekom, na Alemanha, o que acende um sinal de alerta para os usuários de internet também no Brasil, segundo a empresa.

O especialista da G Data, Tim Berghoff, orienta os usuários brasileiros a adotarem vários cuidados e mecanismos de proteção contra esse tipo de ameaça, para evitar o que aconteceu com os clientes da operadora de telefonia alemã. “Os ataques às vulnerabilidades dos roteadores domésticos e das pequenas empresas são altamente lucrativos para a indústria do crime cibernético”, enfatiza.

Segundo ele, ao conseguir explorar as falhas de segurança desses aparelhos, eles são capazes de realizar todos os tipos de manipulações depois de passar pelo roteador e chegar aos computadores domésticos e das pequenas empresas. “Por exemplo, os invasores podem modificar as configurações de DNS para direcionar o tráfego da Internet para executar um ataque de negação de serviço (DDoS) ou até mesmo interceptar e roubar dados pessoais, bancários e de cartões de crédito dos usuários que se conectam apor meios destes roteadores fragilizados. Também podem coletar chaves de acesso usuário-senha de vários serviços, tais como e-commerce, serviços de e-mail, aplicações online, rede sociais e muitos outros”, explica.

O especialista também ressalta que o “este ataque contra os dispositivos da operadora na Alemanha é apenas a ponta do iceberg e, infelizmente, temos de estar preparados para enfrentar ataques similares no futuro”, pondera. Para que o usuário brasileiro possa aumentar a sua capacidade de proteção contra este tipo de ataque, Berghoff fez uma pequena lista de procedimentos fundamentais que ajudam o usuário a evitar se tornar vítima dos criminosos cibernéticos.

O primeiro item é a atualização permanente. Segundo ele, para proteger o roteador contra o acesso não autorizado é essencial que o equipamento esteja totalmente atualizado. Os aparelhos antigos devem ser trocados, mesmo que funcionem corretamente para permitir acesso à Internet. Em muitos casos, essas atualizações são feitas automaticamente quando o roteador se conecta ao seu provedor de Internet, mas nem sempre isso acontece do modo seguro e correto. É neste caso que o usuário tem que realizar esta atualização a partir do site do fabricante, o que raramente acontece.

Outro ponto são as senhas. É altamente recomendável trocar a senha padrão fornecida pelo fabricante do roteador ou provedor de internet porque os criminosos são especialistas em descobrir estas senhas, diz Berghoff. Depois, é necessário que o usuário também faça troca suas senhas regularmente.

Habilitar apenas dispositivos conhecidos, é outro alerta feito pelo especialista. O usuário deve configurar o roteador para que ele aceite apenas conexões de dispositivos conhecidos: computadores e dispositivos móveis que fazem parte da sua rede doméstica e da pequena empresa. “Com isso, impede-se que estranhos façam uso da sua rede Wi-Fi.”

CORRE RISCO DE ACABAR O ACORDO ENTRE ANATEL E ANEEL PELO PREÇO DO POSTE A R$ 3

CORRE RISCO DE ACABAR O ACORDO ENTRE ANATEL E ANEEL PELO PREÇO DO POSTE A R$ 3

A Anatel criou um grupo de trabalho para encontrar um jeito de disciplinar a instalação dos fios de telecom nos postes das concessionárias da rede elétrica, para preservar o acordo com a Aneel, que estabelece o preço do aluguel do poste a R$ 3,19. Pois as concessionárias de energia reagem a esse preço e o Legislativo já tem projeto de lei para derrubar a norma das agências.

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MAIS DE 5 MIL MUNICÍPIOS BRASILEIROS NÃO TÊM COMPETIÇÃO NA BANDA LARGA, APONTA RELATÓRIO DA ANATEL

MAIS DE 5 MIL MUNICÍPIOS BRASILEIROS NÃO TÊM COMPETIÇÃO NA BANDA LARGA, APONTA RELATÓRIO DA ANATEL

A Anatel decidiu ontem, por circuito deliberativo, aprovar uma nova diligência antes de lançar para a consulta pública o novo Plano Geral de Metas de Competição, (PGMC), cuja revisão do primeiro plano deve ser feita a cada quatro anos. Pelos critérios atuais de análise, ainda há muito monopólio ou duopólio nos serviços de telecom no país. Na banda larga fixa, por exemplo, 97,45% dos municípios têm quase nenhuma ou nenhuma competição.

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Cara e ruim, internet brasileira está nas mãos de três grupos

Cara e ruim, internet brasileira está nas mãos de três grupos

Se a concorrência garante a qualidade dos serviços, os serviços de telecomunicações no Brasil estão longe de ter sua eficiência garantida. De acordo com dados da Teleco, três grupos concentram 85% das conexões fixas de banda larga no país.

Essa situação de oligopólio significa que os consumidores têm poucas opções na hora de escolher um plano de internet para sua casa. Além disso, ela facilita que esses poucos grupos ajam de maneira coordenada para impor suas condições ao mercado, como no caso da limitação das franquias de banda larga fixa, sem dar alternativa aos consumidores.

E, de fato, esse arranjo de mercado não favorece a qualidade do serviço. Segundo uma pesquisa da Akamai, a internet brasileira é uma das mais lentas do continente e fica na 88ª posição no ranking global. Isso tudo por preços que não são muito diferentes dos que são praticados em países mais desenvolvidos como Estados Unidos, Irlanda e Coreia do Sul.

Concentração excessiva

De acordo com a ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), vários indicadores também comprovam a ineficiência desse arranjo, que o presidente da ABRINT, Erich Rodrigues, chama de “concentração excessiva”. Atualmente, segundo Rodrigues, 5% dos municípios brasileiros concentram 77% dos pontos de acesso a banda larga.

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Além disso, Rodrigues ainda considera que a recuperação judicial da Oi deixa essa questão ainda mais evidente. A empresa, com uma dívida de mais de R$ 65 bilhões, obrigou a Anatel a intervir para proteger seus clientes. Nessa situação, “a empresa claramente não tem mais como investir para melhorar seu atendimento”, ressalta Rodrigues. “Não era para ter mais dúvida do poder público de que essa situação é ruim pro mercado”, opina.

Falta de crédito

A ABRINT representa os provedores menores e regionais, que aparecem nesse cenário como uma alternativa às operadoras maiores. No entanto, de acordo com Rodrigues, essas empresas menores ainda enfrentam diversos desafios para competir com as operadoras tradicionais.

O principal desses desafios, segundo Rodrigues, é a dificuldade de acesso a linhas de crédito. Enquanto que grandes operadoras como Vivo e Oi têm acesso às linhas de crédito dos bancos públicos, as empresas menores ainda não dispõem de recursos semelhantes.

Essa situação é especialmente complicada pelo fato de que as operadoras menores precisam investir em infraestrutura, como a instalação de cabos de fibra óptica. No entanto, elas são vistas pelos bancos públicos como prestadoras de serviço: por isso, tem acesso a menos opções de crédito. Isso as obriga a arcar com o custo do investimento em infraestrutura sem o auxílio de um banco público, por exemplo.

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Disputa por postes

As condições desiguais de ocupação dos postes são outro empecilho ao crescimento das operadoras menores. O Brasil ainda utiliza os postes da rede elétrica para espalhar a sua rede de telecomunicações. No entanto, as empresas que queiram usar os postes para difundir suas redes precisam pagar.

Nesse ponto é que existe a desigualdade, segundo Rodrigues. As empresas tradicionais têm “acordos históricos” de ocupação dos postes, e chegam a pagar menos de um real por mês por posição no poste. Em São Paulo, por outro lado, esse valor pode chegar a doze reais mensais para novos acordos. “Esse valor gera monopólio, ele é uma barreira à competição”, opina Rodrigues.

Ponto por ponto

Como mencionado acima, 5% das cidades do Brasil concentram 77% dos acessos de banda larga. Dos 95% restantes, Rodrigues considera que 80% são mercados ideais para os provedores regionais. Esses municípios não são grandes o suficiente para gerar interesse das grandes empresas de telecomunicações, mas têm uma demanda que pode interessar operadoras menores. OS outros 15%, segundo o presidente da ABRINT, exigiriam subsídio do governo para se integrar à rede.

A atuação dos provedores regionais, porém, não seria um mero “tapa-buracos” até que Oi, Vivo ou Grupo Claro chegassem à região. “As operadoras grandes não ‘matam’ necessariamente as pequenas”, opina Rodrigues. Ele cita como exemplo a Cabo Telecom, que opera na região nordeste e “fica na frente da NET”.

Outros exemplos citados por Rodrigues são a FasterNet, que atua no interior do estado de São Paulo, e a Copel Telecom, presente no Paraná. Além disso, ele também menciona a Viattiva, empresa de telecomunicações que criou uma infraestrutura de fibra óptica por toda a cidade de Amparo, no interior de São Paulo.

 

Anatel define para novembro exigência de certificação IPv6 para redes fixas

Anatel define para novembro exigência de certificação IPv6 para redes fixas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu para 1º novembro 2016 a entrada em vigor da nova fase da exigência de certificação dos requisitos para protocolo IPv6 para as redes fixas e para 1º de janeiro de 2017 para as redes móveis. A descrição dos requisitos encontra-se no documento “Requisitos Técnicos e Procedimentos de Ensaios Aplicáveis à Certificação de Produtos para Telecomunicação de Categoria I”, divulgado na semana passada pela Anatel.

Para as redes fixas, os requisitos são aplicáveis aos equipamentos de Categoria I e que possuam interface xDSL ou  interface xPON. Para os produtos certificados antes da entrada em vigor do documento atualizado em 28 de julho de 2016 caberá ao interessado na homologação e ao Organismo de Certificação Designado (OCD) responsável pela certificação dos produtos avaliarem a sua conformidade com as disposições destes requisitos.

Caso o produto não possa ser avaliado quanto aos requisitos de suporte ao protocolo IPv6, o OCD deverá realizar uma descrição técnica no Relatório de Avaliação da Conformidade Técnica. Esta descrição deverá indicar claramente os motivos pelos quais não é possível a aplicação destes requisitos.

Na função de roteamento de rede fixa entram: RFC 7084 – Basic Requeriments for IPv6 Customer Edge Routers; IPv6 READY, Conformance Text Scenario CE Router – Technical Document – Revision 1.0.0b3 – na íntegra; e IPv6 READY, Conformance Text Scenario CE Router – Technical Document – Revision 1.0.0b3.

Confira a íntegra do documento aqui (IPv6 é tratado das página 261 a 264).

A internet não pega na casa toda? Saiba como melhorar o Wi-Fi sem gambiarra

A internet não pega na casa toda? Saiba como melhorar o Wi-Fi sem gambiarra

Em alguns cantos da casa o sinal de Wi-Fi simplesmente não existe. Para receber e enviar mensagem, imagem ou vídeo, todo mundo já sabe para onde correr. Essa é uma situação comum. Paredes, móveis e até outros eletrodomésticos prejudicam o recebimento e a transmissão de dados, mas existem meios para melhorar a distribuição de conexão pelos cômodos. Trocar o roteador ou a antena e investir em repetidores são algumas soluções — isso sem contar as gambiarras já comuns como colocar palha de aço ou latinha de alumínio na antena.

Antes de entupir a casa de repetidores, aparelhos que replicam o sinal do Wi-Fi, tente realocar o roteador. Nem sempre ele está no melhor lugar. “Na maioria das vezes, a perda de sinal está ligada a muitos obstáculos e posicionamento inadequado do access point”, afirma Joselito de Sousa Barros, professor do curso técnico em informática do Senac.

“O que realmente deve-se considerar é a velocidade de comunicação necessária e o posicionamento do equipamento, que preferencialmente deve estar mais ao centro do ambiente, de forma a propagar uniformemente as ondas transmitidas”.

Se já tentou colocar o roteador em diversos lugares sem sucesso, talvez seja a hora de reavaliar o equipamento que está usando. Pode ser que você tenha um modelo antigo nas mãos. Pense há quanto tempo o roteador está em sua casa.

“Como o avanço tecnológico é vertiginoso”, disse Sousa Barros, “o volume de dados que trafegam pela rede aumenta proporcionalmente a esse avanço, logo se faz necessário que a infraestrutura que suporta esses serviços acompanhe essa evolução. Com isso, padrões de rede antigos não têm mais espaço, obrigando seus usuários a substituí-los”.

Tem que ser um casamento”

Antes de comprar novos dispositivos, Sousa Barros recomenda conhecer os equipamentos, descobrir compatibilidades e pensar em aquisições futuras. “Tem que ser um casamento”, disse.

Se seu roteador suporta a troca de antena, essa será uma opção econômica. Segundo Sousa Barros, alguns dispositivos chegam às lojas com antenas de 12 ou 15 dBi e poderiam ter maior alcance e qualidade de sinal apenas trocando a antena por uma de 25 dBi – algo em torno de R$ 30. No entanto alguns fabricantes produzem roteadores com antenas fixas ou internas.

“Milagres não existem nessa área”, disse. “Se você quer acessar suas redes sociais pelo smartphone no cantinho do seu quarto, a 50 metros do transmissor e com dez paredes de concreto separando-os, não vai ser a troca da antena que resolverá seu problema”.

O repetidor de Wi-Fi, como o próprio nome indica, é usado para repetir um sinal já existente. Na prática, ele amplia a área de cobertura. Para grandes propriedades, a combinação de antena e repetidores fazem grande diferença.

Quando muitos repetidores são instalados em ambientes próximos, no entanto, eles podem se tornar fontes de interferência. “Não há um limite estabelecido para a instalação de repetidores, mas temos que ser sensatos”, contou.

“A maioria dos repetidores é detectada pelo equipamento principal (roteador) como outro dispositivo de rede (host) para que um canal seguro seja criado. Existem alguns modelos que são mais ‘comunicativos’, amplificado qualquer sinal detectado”.

Quando o ambiente for grande ou com muitos obstáculos, repetidor e antena podem funcionar. Tudo depende, é claro, da velocidade que seu plano diz que entrega. Vale lembrar que trocar roteador ou antena ou investir em repetidores não aumenta o plano que contratou, mas faz com que você aproveite melhor o que já paga.

Grupo furta equipamentos de torre e deixa Santarém sem sinal de internet

Grupo furta equipamentos de torre e deixa Santarém sem sinal de internet

Quadrilha de cinco homens foi presa em flagrante neste sábado (2).
Câmera registrou a ação dos bandidos; prejuízo pode ser maior que R$ 3 mil.

Cinco homens foram presos pela Polícia Militar após furtarem equipamentos de uma torre de transmissão de internet, por volta de 1h30, deste sábado (2), na Serra do Saubal, no bairro Nova República, em Santarém, oeste do Pará. Com a ação dos criminosos, o município ficou sem conexão de internet e telefonia por várias horas.

As câmeras de segurança interna da base registraram o exato momento em que o grupo de assaltantes chega ao local e retira o material que fornece banda larga, como cabos de fibra óptica, baterias e outros cabos. A ação foi interrompida com a chegada da equipe da Polícia Militar, que através das imagens do circuito de monitoramento da empresa conseguiu capturar os assaltantes.

O delegado de Polícia Civil,  Germano do Vale informou que por se tratar de furto  qualificado noturno com arrombamento, não cabe fiança. “Eles já foram apresentados aqui na Seccional, vamos fazer o lavramento do auto flagrancial, e nesse caso tem um agravante por terem cortado o sinal de telefonia, tirado as empresas de telefonia do ar desde a madrugada, alguns sistemas operacionais foram afetados como o da Celpa. Eles serão autuados, e ficarão à disposição da justiça”.

De acordo com o provedor de internet, os equipamentos roubados juntos valem R$ 3 mil, mas estima-se que o prejuízo pode ser maior devido a danificação nos cabos de fibra óptica.