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MAIS DE 5 MIL MUNICÍPIOS BRASILEIROS NÃO TÊM COMPETIÇÃO NA BANDA LARGA, APONTA RELATÓRIO DA ANATEL

MAIS DE 5 MIL MUNICÍPIOS BRASILEIROS NÃO TÊM COMPETIÇÃO NA BANDA LARGA, APONTA RELATÓRIO DA ANATEL

A Anatel decidiu ontem, por circuito deliberativo, aprovar uma nova diligência antes de lançar para a consulta pública o novo Plano Geral de Metas de Competição, (PGMC), cuja revisão do primeiro plano deve ser feita a cada quatro anos. Pelos critérios atuais de análise, ainda há muito monopólio ou duopólio nos serviços de telecom no país. Na banda larga fixa, por exemplo, 97,45% dos municípios têm quase nenhuma ou nenhuma competição.

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Cara e ruim, internet brasileira está nas mãos de três grupos

Cara e ruim, internet brasileira está nas mãos de três grupos

Se a concorrência garante a qualidade dos serviços, os serviços de telecomunicações no Brasil estão longe de ter sua eficiência garantida. De acordo com dados da Teleco, três grupos concentram 85% das conexões fixas de banda larga no país.

Essa situação de oligopólio significa que os consumidores têm poucas opções na hora de escolher um plano de internet para sua casa. Além disso, ela facilita que esses poucos grupos ajam de maneira coordenada para impor suas condições ao mercado, como no caso da limitação das franquias de banda larga fixa, sem dar alternativa aos consumidores.

E, de fato, esse arranjo de mercado não favorece a qualidade do serviço. Segundo uma pesquisa da Akamai, a internet brasileira é uma das mais lentas do continente e fica na 88ª posição no ranking global. Isso tudo por preços que não são muito diferentes dos que são praticados em países mais desenvolvidos como Estados Unidos, Irlanda e Coreia do Sul.

Concentração excessiva

De acordo com a ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), vários indicadores também comprovam a ineficiência desse arranjo, que o presidente da ABRINT, Erich Rodrigues, chama de “concentração excessiva”. Atualmente, segundo Rodrigues, 5% dos municípios brasileiros concentram 77% dos pontos de acesso a banda larga.

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Além disso, Rodrigues ainda considera que a recuperação judicial da Oi deixa essa questão ainda mais evidente. A empresa, com uma dívida de mais de R$ 65 bilhões, obrigou a Anatel a intervir para proteger seus clientes. Nessa situação, “a empresa claramente não tem mais como investir para melhorar seu atendimento”, ressalta Rodrigues. “Não era para ter mais dúvida do poder público de que essa situação é ruim pro mercado”, opina.

Falta de crédito

A ABRINT representa os provedores menores e regionais, que aparecem nesse cenário como uma alternativa às operadoras maiores. No entanto, de acordo com Rodrigues, essas empresas menores ainda enfrentam diversos desafios para competir com as operadoras tradicionais.

O principal desses desafios, segundo Rodrigues, é a dificuldade de acesso a linhas de crédito. Enquanto que grandes operadoras como Vivo e Oi têm acesso às linhas de crédito dos bancos públicos, as empresas menores ainda não dispõem de recursos semelhantes.

Essa situação é especialmente complicada pelo fato de que as operadoras menores precisam investir em infraestrutura, como a instalação de cabos de fibra óptica. No entanto, elas são vistas pelos bancos públicos como prestadoras de serviço: por isso, tem acesso a menos opções de crédito. Isso as obriga a arcar com o custo do investimento em infraestrutura sem o auxílio de um banco público, por exemplo.

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Disputa por postes

As condições desiguais de ocupação dos postes são outro empecilho ao crescimento das operadoras menores. O Brasil ainda utiliza os postes da rede elétrica para espalhar a sua rede de telecomunicações. No entanto, as empresas que queiram usar os postes para difundir suas redes precisam pagar.

Nesse ponto é que existe a desigualdade, segundo Rodrigues. As empresas tradicionais têm “acordos históricos” de ocupação dos postes, e chegam a pagar menos de um real por mês por posição no poste. Em São Paulo, por outro lado, esse valor pode chegar a doze reais mensais para novos acordos. “Esse valor gera monopólio, ele é uma barreira à competição”, opina Rodrigues.

Ponto por ponto

Como mencionado acima, 5% das cidades do Brasil concentram 77% dos acessos de banda larga. Dos 95% restantes, Rodrigues considera que 80% são mercados ideais para os provedores regionais. Esses municípios não são grandes o suficiente para gerar interesse das grandes empresas de telecomunicações, mas têm uma demanda que pode interessar operadoras menores. OS outros 15%, segundo o presidente da ABRINT, exigiriam subsídio do governo para se integrar à rede.

A atuação dos provedores regionais, porém, não seria um mero “tapa-buracos” até que Oi, Vivo ou Grupo Claro chegassem à região. “As operadoras grandes não ‘matam’ necessariamente as pequenas”, opina Rodrigues. Ele cita como exemplo a Cabo Telecom, que opera na região nordeste e “fica na frente da NET”.

Outros exemplos citados por Rodrigues são a FasterNet, que atua no interior do estado de São Paulo, e a Copel Telecom, presente no Paraná. Além disso, ele também menciona a Viattiva, empresa de telecomunicações que criou uma infraestrutura de fibra óptica por toda a cidade de Amparo, no interior de São Paulo.

 

Anatel define para novembro exigência de certificação IPv6 para redes fixas

Anatel define para novembro exigência de certificação IPv6 para redes fixas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu para 1º novembro 2016 a entrada em vigor da nova fase da exigência de certificação dos requisitos para protocolo IPv6 para as redes fixas e para 1º de janeiro de 2017 para as redes móveis. A descrição dos requisitos encontra-se no documento “Requisitos Técnicos e Procedimentos de Ensaios Aplicáveis à Certificação de Produtos para Telecomunicação de Categoria I”, divulgado na semana passada pela Anatel.

Para as redes fixas, os requisitos são aplicáveis aos equipamentos de Categoria I e que possuam interface xDSL ou  interface xPON. Para os produtos certificados antes da entrada em vigor do documento atualizado em 28 de julho de 2016 caberá ao interessado na homologação e ao Organismo de Certificação Designado (OCD) responsável pela certificação dos produtos avaliarem a sua conformidade com as disposições destes requisitos.

Caso o produto não possa ser avaliado quanto aos requisitos de suporte ao protocolo IPv6, o OCD deverá realizar uma descrição técnica no Relatório de Avaliação da Conformidade Técnica. Esta descrição deverá indicar claramente os motivos pelos quais não é possível a aplicação destes requisitos.

Na função de roteamento de rede fixa entram: RFC 7084 – Basic Requeriments for IPv6 Customer Edge Routers; IPv6 READY, Conformance Text Scenario CE Router – Technical Document – Revision 1.0.0b3 – na íntegra; e IPv6 READY, Conformance Text Scenario CE Router – Technical Document – Revision 1.0.0b3.

Confira a íntegra do documento aqui (IPv6 é tratado das página 261 a 264).

A internet não pega na casa toda? Saiba como melhorar o Wi-Fi sem gambiarra

A internet não pega na casa toda? Saiba como melhorar o Wi-Fi sem gambiarra

Em alguns cantos da casa o sinal de Wi-Fi simplesmente não existe. Para receber e enviar mensagem, imagem ou vídeo, todo mundo já sabe para onde correr. Essa é uma situação comum. Paredes, móveis e até outros eletrodomésticos prejudicam o recebimento e a transmissão de dados, mas existem meios para melhorar a distribuição de conexão pelos cômodos. Trocar o roteador ou a antena e investir em repetidores são algumas soluções — isso sem contar as gambiarras já comuns como colocar palha de aço ou latinha de alumínio na antena.

Antes de entupir a casa de repetidores, aparelhos que replicam o sinal do Wi-Fi, tente realocar o roteador. Nem sempre ele está no melhor lugar. “Na maioria das vezes, a perda de sinal está ligada a muitos obstáculos e posicionamento inadequado do access point”, afirma Joselito de Sousa Barros, professor do curso técnico em informática do Senac.

“O que realmente deve-se considerar é a velocidade de comunicação necessária e o posicionamento do equipamento, que preferencialmente deve estar mais ao centro do ambiente, de forma a propagar uniformemente as ondas transmitidas”.

Se já tentou colocar o roteador em diversos lugares sem sucesso, talvez seja a hora de reavaliar o equipamento que está usando. Pode ser que você tenha um modelo antigo nas mãos. Pense há quanto tempo o roteador está em sua casa.

“Como o avanço tecnológico é vertiginoso”, disse Sousa Barros, “o volume de dados que trafegam pela rede aumenta proporcionalmente a esse avanço, logo se faz necessário que a infraestrutura que suporta esses serviços acompanhe essa evolução. Com isso, padrões de rede antigos não têm mais espaço, obrigando seus usuários a substituí-los”.

Tem que ser um casamento”

Antes de comprar novos dispositivos, Sousa Barros recomenda conhecer os equipamentos, descobrir compatibilidades e pensar em aquisições futuras. “Tem que ser um casamento”, disse.

Se seu roteador suporta a troca de antena, essa será uma opção econômica. Segundo Sousa Barros, alguns dispositivos chegam às lojas com antenas de 12 ou 15 dBi e poderiam ter maior alcance e qualidade de sinal apenas trocando a antena por uma de 25 dBi – algo em torno de R$ 30. No entanto alguns fabricantes produzem roteadores com antenas fixas ou internas.

“Milagres não existem nessa área”, disse. “Se você quer acessar suas redes sociais pelo smartphone no cantinho do seu quarto, a 50 metros do transmissor e com dez paredes de concreto separando-os, não vai ser a troca da antena que resolverá seu problema”.

O repetidor de Wi-Fi, como o próprio nome indica, é usado para repetir um sinal já existente. Na prática, ele amplia a área de cobertura. Para grandes propriedades, a combinação de antena e repetidores fazem grande diferença.

Quando muitos repetidores são instalados em ambientes próximos, no entanto, eles podem se tornar fontes de interferência. “Não há um limite estabelecido para a instalação de repetidores, mas temos que ser sensatos”, contou.

“A maioria dos repetidores é detectada pelo equipamento principal (roteador) como outro dispositivo de rede (host) para que um canal seguro seja criado. Existem alguns modelos que são mais ‘comunicativos’, amplificado qualquer sinal detectado”.

Quando o ambiente for grande ou com muitos obstáculos, repetidor e antena podem funcionar. Tudo depende, é claro, da velocidade que seu plano diz que entrega. Vale lembrar que trocar roteador ou antena ou investir em repetidores não aumenta o plano que contratou, mas faz com que você aproveite melhor o que já paga.

Grupo furta equipamentos de torre e deixa Santarém sem sinal de internet

Grupo furta equipamentos de torre e deixa Santarém sem sinal de internet

Quadrilha de cinco homens foi presa em flagrante neste sábado (2).
Câmera registrou a ação dos bandidos; prejuízo pode ser maior que R$ 3 mil.

Cinco homens foram presos pela Polícia Militar após furtarem equipamentos de uma torre de transmissão de internet, por volta de 1h30, deste sábado (2), na Serra do Saubal, no bairro Nova República, em Santarém, oeste do Pará. Com a ação dos criminosos, o município ficou sem conexão de internet e telefonia por várias horas.

As câmeras de segurança interna da base registraram o exato momento em que o grupo de assaltantes chega ao local e retira o material que fornece banda larga, como cabos de fibra óptica, baterias e outros cabos. A ação foi interrompida com a chegada da equipe da Polícia Militar, que através das imagens do circuito de monitoramento da empresa conseguiu capturar os assaltantes.

O delegado de Polícia Civil,  Germano do Vale informou que por se tratar de furto  qualificado noturno com arrombamento, não cabe fiança. “Eles já foram apresentados aqui na Seccional, vamos fazer o lavramento do auto flagrancial, e nesse caso tem um agravante por terem cortado o sinal de telefonia, tirado as empresas de telefonia do ar desde a madrugada, alguns sistemas operacionais foram afetados como o da Celpa. Eles serão autuados, e ficarão à disposição da justiça”.

De acordo com o provedor de internet, os equipamentos roubados juntos valem R$ 3 mil, mas estima-se que o prejuízo pode ser maior devido a danificação nos cabos de fibra óptica.

Cabos de rede influenciam na velocidade da internet? Entenda!

Cabos de rede influenciam na velocidade da internet? Entenda!

Conheça mais sobre os tipos de cabos de rede, as diferenças entre eles e como eles influenciam na velocidade de sua internet.

Com a atualização constante das tecnologias disponíveis no mercado de TI e desenvolvimento de softwares, cada componente pode influenciar diretamente na qualidade da conexão e na transmissão de dados de sua rede.

 

Cabos de rede

Os cabos de rede são classificados em categorias, que vão do 1 ao 7, de acordo com sua frequência, característica essa que determina a taxa máxima de transferência de dados suportada por eles e sua taxa de interferência.

 

Cat1 ao 4

Com exceção dos cabos Cat3, ainda utilizados em redes de telefonia fixa, os demais estão obsoletos e sequer são mais reconhecidos pela TIA (Telecommunications Industry Association) ou fabricados.

 

Cat5

Apesar de ser o mais antigo, esse o modelo é o mais comum e barato entre os cabos de rede disponíveis no mercado. Ele possui os requisitos mínimos para suportar velocidades de transferência de dados entre 10 e 100 Mbps e frequências de até 100 MHz, sendo compatível com redes mais antigas, sobretudo as domésticas.

 

Cat5e

A versão mais moderna e robusta dos cabos do modelo acima sustenta a transferência de informações em velocidades superiores aos 1 Giga (1.000 Mbps) em frequências de até 150 MHz, com mais rapidez e menos interferências, dando maior estabilidade ao fluxo de dados em conexões mais velozes, sem perda de sinal. Por serem melhores, são mais fáceis de encontrar no mercado do que os Cat5.

 

Cat6

Essa é a versão mais top dos cabos de rede que irá, em um futuro próximo, substituir os cabos de rede Cat5e. Mas ainda é pouco utilizada, por nem sempre ser necessária, principalmente em residências.

O Cat6 suporta velocidades de dados de até 10 Gigabits (10.000 Mbps) e frequências de até 250 MHz, com pouquíssimas ocorrências de distorções na transmissão. Ele é ideal para locais onde a distância do cabeamento seja maior que 10 metros, mas com limite de 100m ou 55m, em casos de redes de 10G.

 

Cat6a

A categoria 6a ou ampliada (augmented) suporta frequências de até 500 MHz e possui uma modulação de sinal para evitar perdas e interferências durante a transmissão de dados.

 

Cabos de rede externos

Enquanto os cabos domésticos sofrem com poucas interferências na transmissão do sinal, os cabos de rede externos, que ficam nos postes, sofrem muitos ruídos durante seu trajeto.

Para minimizar isso, apesar de ainda existirem, os cabos coaxiais analógicos foram substituídos pelos cabos de par trançado, fabricados com fios de cobre entrelaçados e com camada isolante plástica, para oferecer maior resistência contra interferências eletromagnéticas.

Esses cabos de rede podem contar com blindagem (STP) para locais com grandes níveis de ruídos ou sem (UTP), tipo mais comum utilizado em redes de computadores.

 

Wireless

Atualmente, as diferenças entre a qualidade de transferência de dados via cabos de rede e por wireless são bem pequenas, mesmo os cabos sendo mais seguros, rápidos e com menores problemas relacionados à interferências ou queda do sinal.

Porém, as redes cabeadas limitam o acesso à internet e a mobilidade dos dispositivos, além de gerar custos de instalação.

Em contrapartida, o sinal wireless, por ser digital, sofre muitas interferências em seu percurso, ocasionando perda de velocidade considerável e repetições de informações sem necessidade, além de demoras na comunicação.

 

Qual é melhor?

Essa é a grande questão atual!

Para uma rede doméstica ou de uma pequena empresa, com poucas máquinas e servidores, a troca ou atualização dos cabos de rede de curta distância pouco impactará em melhorias significativas de velocidade de transmissão.

Em grandes empresas, com fluxo enorme de informações e, sobretudo, com transferências constantes de arquivos entre computadores, a atualização dos cabos proporcionará ganho de velocidade e menos interferência no sinal.

Mas, para que isso funcione bem e com qualidade, seu equipamento roteador e as placas de rede das máquinas também precisam acompanhar o nível e a compatibilidade de atualização para que tudo funcione em harmonia, de maneira eficiente.

 

BRASIL INTELIGENTE ALOCA R$ 400 MILHÕES PARA GARANTIR INVESTIMENTOS DE PEQUENO PROVEDOR

O Ministério das Comunicações anunciou hoje o programa Brasil Inteligente, uma soma de programas para dar continuidade ao Programa Banda Larga para Todos. Entre as metas anunciadas (sem a explicitação dos recursos), foi feita a confirmação do Fundo Garantidor para o pequeno provedor de internet, no valor de R$ 400 milhões, que poderão ser usados para a interiorização da construção da rede de banda larga em 1,18 mil municípios brasileiros com menos de 100 mil habitantes.Segundo o ministro André Figueiredo, R$ 50 milhões para o fundo deste ano virão de crédito suplementar ao orçamento do ministério.

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ANATEL PUBLICA CAUTELAR COM SUSPENSÃO DO FIM DA FRANQUIA DE DADOS POR 90 DIAS

ANATEL PUBLICA CAUTELAR COM SUSPENSÃO DO FIM DA FRANQUIA DE DADOS POR 90 DIAS

A Superintendência de Relações com os Consumidores (SRC) publicou nesta segunda-feira, 18, o Despacho nº 1/2016/SEI/SRC determinando cautelarmente que as prestadoras de banda larga fixa se abstenham de adotar práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia, ainda que tais ações encontrem previsão em contrato de adesão ou em plano de serviço

 

A suspensão só poderá ser suspensa com o cumprimento cumulativo das seguintes condições ou ficará valendo por 90 dias:

  • comprovar, perante a Agência, a colocação ao dispor dos consumidores, de forma efetiva e adequada, de ferramentas que permitam, de modo funcional e adequado ao nível de vulnerabilidade técnica e econômica dos usuários: o acompanhamento do consumo do serviço; a identificação do perfil de consumo; a obtenção do histórico detalhado de sua utilização; a notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia; e a possibilidade de se comparar preços
  • informar ao consumidor, por meio de documento de cobrança e outro meio eletrônico de comunicação, sobre a existência e a disponibilidade das ferramentas disponíveis acima
  • explicitar, em sua oferta e nos meios de propaganda e de publicidade, a existência e o volume de eventual franquia nos mesmos termos e com mesmo destaque dado aos demais elementos essenciais da oferta, como a velocidade de conexão e o preço;
  • emitir instruções a seus empregados e agentes credenciados envolvidos no atendimento em lojas físicas e demais canais de atendimento para que os consumidores sejam previamente informados sobre esses termos e condições antes de contratar ou aditar contratos de prestação de serviço de banda larga fixa, ainda que contratados conjuntamente com outros serviços.

As práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia somente poderão ser adotadas após noventa dias da publicação de ato da SRC que reconheça o cumprimento das condições fixadas.

A SRC também fixou multa diária de R$ 150 mil reais por descumprimento dessa determinação, até o limite de R$ 10 milhões de reais.

A determinação foi destinadas as empresas Algar Telecom S.A, Brasil Telecomunicações S.A, Cabo Serviços de Telecomunicações Ltda, Claro S.A., Global Village Telecom Ltda, OI Móvel S.A., Sky Serviços de Banda Larga Ltda, Telefônica Brasil S.A, Telemar Norte Leste S.A, TIM Celular S.A., Sercomtel S.A Telecomunicações e OI S.A.

Mudança 

A cautelar da Anatel é uma completa mudança de postura  adotada após ofício enviado pelo Ministério das Comunicações à Anatel, no dia 14 de abril, pedindo que a agência tomasse providências contra o corte de franquia na banda larga fixa.

A providência foi adotada depois que a Telefônica Vivo passou a avisar os seus clientes de que iria adotar essa iniciativa. Oi e NET há muito já tem em seus contratos o corte de consumo com o “estouro” da franquia.

Há alguns  meses, a Telefônica  Vivo começou a adotar essa medida pelos estados do Sul do país, e o Tele.Síntese chegou a ouvir representantes da Anatel sobre o tema, que disseram não ver sentido em interver nessa questão, até porque este seria um serviço privado.

Os órgãos de defesa do consumidor como Proteste e Idec mobilizaram usuários e ingressaram na justiça e agora a Agência adota esta cautelar.  (com assessoria de imprensa).