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CPqD cria a internet que ignora distâncias

CPqD cria a internet que ignora distâncias

O CPqD está desenvolvendo a superinternet do futuro. Com uma velocidade até quatro vezes superior à que está regulamentada e em operação hoje em todo mundo, a tecnologia desenvolvida em Campinas dispensa o uso de equipamentos que amplificam o sinal na rota de transmissão e, com isso, consegue atingir grandes distâncias. A superinternet pode, por exemplo, ser usada em lugares remotos onde a web só funciona por meio de satélites, como a floresta amazônica ou em alto mar, nas plataformas de petróleo.
As pesquisas estão avançadas e este ano a Gerência de Tecnologias Ópticas do CPqD conseguiu quebrar recorde mundial de transmissão óptica sem repetição, atingindo a velocidade de 400 Gb/s (por canal) utilizando 24 canais ópticos, alcançando uma distância de 444 quilômetros.
Hoje, a internet regulamentada em operação no mundo alcança a velocidade de, no máximo, 200 Gb/s utilizando até 150 canais, mas ela não tem a potência necessária para ser transmitida em grandes distâncias. Para que isso aconteça, é preciso instalar, ao longo do caminho, equipamentos que amplificam o sinal. E é justamente isso que inviabiliza a transmissão de internet por fibra ótica em locais de difícil acesso. Nesses locais, o acesso à rede mundial de computadores é feito por meio de satélite e rádio.
Andrea Chiuchiarelli, um dos pesquisadores da equipe responsável pelo trabalho, explica que o próximo passo da pesquisa é fazer a transmissão utilizando uma maior quantidade de canais. Quanto mais canais, maior é a quantidade de dados que você pode transmitir por meio da rede. Os pesquisadores querem fazer essa transmissão sem amplificadores, em grandes distâncias e em alta velocidade utilizando 120 canais.
Os últimos dois recordes quebrados pertenciam também ao CpqD e foram quebrados em julho e dezembro do ano passado. No último recorde, a equipe de Eduardo Rosa, gerente de Tecnologias Ópticas do CpqD, utilizou 16 canais ópticos de 400 Gb/s na transmissão e a distância chegou a 403 km.
O aumento da distância da transmissão sem o uso de equipamentos para amplificação de sinais é um fator importante na evolução dessa tecnologia, pois viabiliza a implantação de redes ópticas de comunicação em locais de difícil acesso. Isso permitirá que operadoras se instalem nessas localidades, oferecendo um serviço de qualidade superior às que são utilizadas hoje. Além de ter uma velocidade de conexão maior, a novidade permite a transmissão de uma quantidade maior de dados e a uma distância maior.
Essa inovação foi possível graças à combinação de um algoritmo desenvolvido no CPqD que otimiza a amplificação com as soluções fornecidas por parceiros que utilizam lasers de alta potência. A utilização desse laser melhora a amplificação do sinal e reduz os custos com manutenção da rede óptica.
Os resultados obtidos pela equipe da Gerência de Tecnologias Ópticas do CPqD serão apresentados na European Conference on Optical Communication 2017 (Enoc), promovida em setembro, na Suécia. Ainda não há prazo para que a solução chegue ao mercado.

Foto: Leandro Torres/AAN – O pesquisador Sandro Rossi no laboratório Lasor, do CPqD: superinternet é até quatro vezes mais rápida

Fonte: CORREIO POPULAR por Patrícia Penzin

BRASIL É PAÍS DA AL COM MAIS ESPECTRO LIBERADO PARA A BANDA LARGA MÓVEL

BRASIL É PAÍS DA AL COM MAIS ESPECTRO LIBERADO PARA A BANDA LARGA MÓVEL

Nenhum mercado latino-americano apresenta 35% do espectro radioelétrico sugerido pela UIT

Somente um país da América Latina outorgou mais de 30% do espectro radioelétrico sugerido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) para o ano de 2020. Trata-se do Brasil, que atualmente tem licenciado o equivalente a 31,1% dos 1.960 MHz que o organismo internacional sugeriu para o ano de 2020.

Alguns dos países que mais espectro têm outorgado são: Chile (24%), México (23,7%), Argentina (23,6%), Costa Rica (23,5%), e Nicarágua (21,4%), segundo levantamento feito pela 5G Americas. Em seu documento ITU-R M. 2078, a UIT sugeriu que para o ano de 2020 encontrem-se alocados 1.960 MHz de espectro radioelétrico, para um funcionamento ótimo das tecnologias IMT-2000 (comercialmente conhecida como 3G) e IMT-Advanced (4G).

“Um dos resultados de aumentar o licenciamento de espectro é o desempenho eficiente das redes móveis, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas, onde as limitações de espectro se agravam com outras restrições, como as demoras nas autorizações para a instalação de nova infraestrutura, torres para antenas e outras tecnologias”, explicou Jose Otero, diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe. (Com assessoria de imprensa)

Brasil e Peru firmam acordo para integração de redes de telecomunicações

Brasil e Peru firmam acordo para integração de redes de telecomunicações

O acordo entre Brasil e Peru para implantação de um “projeto piloto” de integração das redes de telecomunicação da região de fronteira entre os dois países foi publicado nesta sexta-feira, dia 16/06, no Diário Oficial da União, Decreto Legislativo nº87 de 2017. O acordo garante que as chamadas telefônicas entre as cidades de fronteira dos dois países sejam cobradas como ligações locais. O objetivo é minimizar o custo das ligações para os consumidores.

O “projeto piloto” será implantado nas cidades de Assis Brasil, do lado brasileiro, e de Iñapari e Iberia, do lado peruano. O acordo busca a integração da oferta de serviços de telecomunicações, permitindo a livre circulação de informação, com confiabilidade, segurança, baixo custo e velocidade na comunicação de dados.

Um aspecto relevante do acordo é a evitar o chamado “roaming inadvertido” (quando é cobrado o roaming internacional por conta da proximidade das antenas, mas efetivamente o usuário não saiu de sua cidade) o que, além dos custos, pode também causar interferências prejudiciais à qualidade do serviço.

Os dois países pretendem com o acordo impulsionar os programas que requerem tratamento integrado para atender as necessidades de populações vulneráveis; promover o desenvolvimento das zonas fronteiriças de Brasil e Peru; desenvolver a infraestrutura de integração física e conectividade, incluindo as telecomunicações e o roaming fronteiriço, promovendo empreendimentos públicos e privados e impulsionar o desenvolvimento das telecomunicações na fronteira brasileiro-peruana.

Há previsão de expansão do modelo para outras regiões fronteiriças e demais países da América do Sul com base nos resultados do “projeto piloto”. Já existem negociações para o estabelecimento de acordos parecidos com a Argentina, Uruguai e Paraguai. Está em negociação, ainda, o estabelecimento de acordo entre o Mercosul e a União Europeia que trata, entre outros assuntos, também da redução dos custos de roaming.

Os ministérios das Comunicações dos dois países e as agências reguladoras – Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Organismo Supervisor de Inversión Privada em Telecomunicaciones (Osiptel) ficarão responsáveis pela supervisão do acordo. Será criado um Comitê de Coordenação Técnica que vai definir os protocolos técnicos da integração.

Fonte: ANATEL

SEABORN TERMINA INSTALAÇÃO DE CABO SUBMARINO QUE LIGA BRASIL A ESTADOS UNIDOS

SEABORN TERMINA INSTALAÇÃO DE CABO SUBMARINO QUE LIGA BRASIL A ESTADOS UNIDOS

Foram colocados 10,8 mil quilômetros do cabo Seabras-1 no leito do Atlântico, um projeto de US$ 500 milhões.

A Seaborn Networks terminou de implantar no leito do Oceano Atlântico os 10,8 mil km do cabo submarino Seabras-1, que liga Brasil a Estados Unidos. A empresa puxou a terminação brasileira do cabo em Praia Grande (SP). De lá, o cabo será conectado a um backbone que o interconectará a data centers na região metropolitana de São Paulo.

Serão puxados também ramais para Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Las Toninas (Argentina), ao Sul. A Norte, ramais chegam em diversas cidades dos EUA e do Canadá. O investimento da empresa na construção do cabo é de US$ 500 milhões.

A previsão da empresa é que o equipamento comece a operar no segundo semestre deste ano. Ao longo de sua extensão, o cabo tem 125 repetidores de sinal. Ele terá seis pares de fibra e capacidade inicial de transporte de 72 Tbps. A construção ficou a cargo da Alcatel-Lucent Submarine Networks.

Polícia apreende equipamentos furtados avaliados em mais de R$ 1 milhão

Polícia apreende equipamentos furtados avaliados em mais de R$ 1 milhão

Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados apreenderam, na tarde desta terça-feira, numa casa em Curicica, na Zona Oeste do Rio, equipamentos de empresas de telefonia furtados avaliados em mais de R$ 1 milhão.

Os equipamentos estavam numa casa em Curicica
Os equipamentos estavam numa casa em Curicica Foto: Divulgação

No local, foi presa em flagrante Gilda Marta de Matos, de 64 anos. Ela está sendo autuada por receptação qualificada. Segundo informações da DDSD, a suspeita já tem passagens pela polícia pelos crimes de estelionato, receptação e apropriação indébita.

Uma mulher foi presa e autuada por receptação qualificada
Uma mulher foi presa e autuada por receptação qualificada Foto: Divulgação
Parte dos equipamentos apreendidos pela DDSD
Parte dos equipamentos apreendidos pela DDSD Foto: Divulgação
Os equipamentos apreendidos foram furtados
Os equipamentos apre

Fonte: http://extra.globo.com

SP TERÁ NOVO BACKBONE LIGANDO 100 CIDADES

SP TERÁ NOVO BACKBONE LIGANDO 100 CIDADES

Iniciativa é resultado de parceria entre Agora Telecom, Hostfiber e Huawei

Um novo backbone óptico será construído no estado de São Paulo este ano, conectando 100 cidades. Mas não se trata de obra pública, e sim de iniciativa conjunta, de Agora Telecom, Hostfiber e Huawei.

A topologia do backbone é baseada em MPLS e foi projetada para operação de circuitos IP de alta capacidade em 10Gbps e 40Gbps. O desenvolvimento da solução aconteceu na China, com apoio das equipes de Engenharia e suporte local da AGORA Telecom e Hostfiber.

A AGORA Telecom fará a logística internacional e apoio na integração e suporte técnico de toda a solução.
Já a operação e comercialização de serviços de links de acesso à internet e ponto a ponto serão executados pela Hostfiber.

O primeiro lote de equipamentos do projeto chegou ao Brasil neste mês e a previsão de conclusão total do projeto é Julho de 2017. (Via PontoISP)

Ladrões roubam 2 km de fibra ótica que levaria internet à Campus Party, diz Telebras

Ladrões roubam 2 km de fibra ótica que levaria internet à Campus Party, diz Telebras

Responsável pela infraestrutra da Campus Party 2017, a Telebras foi alvo de um furto de 2 km de fibra ótica, que seriam usados para levar conexão de internet ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, onde ocorre a 10ª edição do evento de tecnologia, ciência e cultura nerd.

O prejuízo nem foi tão grande financeiramente, mas no cronograma”, diz José Mendes, diretor da Telebras. Ele estimou as perdas em “coisa de R$ 1 mil”. O furto de cabos, feito na região do Pacaembu, atrasou a instalação de equipamentos de rede e fez, afirmou o executivo, a Telebras ter de trabalhar durante a madrugada. Segundo o executivo, o caso não foi registrado em nenhuma delegacia de polícia.

A organização da Campus Party afirmou que, apesar de ser um evento repleto de equipamentos eletrônicos potentes, os roubos e furtos não são comuns.

Francesco Faruggia, presidente da Fundação Campus Party, afirmou que no “ano passado, foi um só notebook roubado”. “Quando pensamos em fazer a Campus Party, disseram ‘não vai dar certo no Brasil’, e isso não aconteceu.”

O diretor da Campus Party, Tonico Novaes, no entanto, admitiu que a falha havia sido da organização. “Esse notebook que foi roubado foi culpa nossa”, disse ele, ao explicar que o campuseiro teve o notebook roubado do armário do próprio evento. Por isso, a organização pagou um novo aparelho.

Fonte: G1 – Por Helton Simões Gomes, G1