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OPERADORA DOS EUA ATINGE VELOCIDADE DE GIGABIT NO 4G

OPERADORA DOS EUA ATINGE VELOCIDADE DE GIGABIT NO 4G

Teste realizado em ambiente controlado pela Verizon, com equipamentos Qualcomm e Ericsson, usou agregação de três portadoras, inclusive em espectro não licenciado.

 

A operadora móvel norte-americana Verizon, junto com as fabricantes Ericsson e Qualcomm, conseguiram um feito importante para a quarta geração de telefonia móvel (4G). Declararam nesta segunda-feira que ultrapassaram a marca do gigabit por segundo de velocidade em uma conexão celular LTE, no laboratório.

A velocidade de download obtida, exatamente, foi de 1,07 Gbps. Para chegar a este patamar, usaram um modem X20 LTE, que integrará futuras plataformas Snapdragon, da Qualcomm. A plataforma Snapdragon equipa smartphones intermediários, premium, super premium. Com isso, o modem se enquadra na Categoria 18 de velocidades LTE.

Há, no entanto, uma grande diferença entre o que se consegue em laboratório e na vida real. A velocidade de 1 Gbps em smartphones já é teoricamente atingível. O smartphone Galaxy S8 traz um modem X16, que nominalmente poderia alcançar tal limite. Em laboratório, atingiu velocidades acima de 900 Mbps. E na prática, depende da liberação de mais espectro, da proximidade a antenas e de baixa interferência para chegar à marca rotineiramente.

O teste

Além do chipset da Qualcomm, as empresas usaram a tecnologia LAA (License Assisted Access), da Ericsson. A LAA usa espectro não licenciado, como o WiFi, para agregar portadoras. Portadoras são as faixas de frequências usadas para transmitir dados ao celular. Com isso, as empresas reproduziram em laboratório uma faixa de 20 MHz FDD.

No laboratório, os pesquisadores iniciaram uma transmissão de 12 fluxos de conteúdo, entre três células móveis. Cada portadora usada – ao todo eram três – tinha ainda tecnologia MIMO 4×4 e 256 QAM de modulação. Com isso, conseguiam despejar grandes quantidades de dados de uma mesma vez na rede.

O teste foi feito em instalações da Verizon. E sua divulgação tem um destino certo: a T-Mobile, que recentemente começou a usar o espectro de 600 MHz para agregar portadoras e aumentar a velocidade de seu LTE. Foi a T-Mobile quem atingiu velocidades de 900 Mbps com o S8, citado acima.

Com os resultados do teste anunciados hoje, a Verizon sinaliza que em breve será capaz de entregar a mesma velocidade, em pouco tempo.

CABOS SUBMARINOS: CAPACIDADE DE CONEXÃO DO BRASIL VAI MAIS QUE DOBRAR.

CABOS SUBMARINOS: CAPACIDADE DE CONEXÃO DO BRASIL VAI MAIS QUE DOBRAR.

Entre este mês e 2019, oito novos cabos submarinos vão entrar em operação conectando o Brasil aos demais continentes. Hoje, existem seis cabos em funcionamento.

 

Este mês de agosto marca o início da entrada em operação da nova leva de cabos submarinos que vão interligar o Brasil aos demais continentes. De agora até 2019, oito novos cabos vão entrar em operação, mais do que dobrando a capacidade de tráfego dos seis que existem atualmente: America Móvil Submarine Cable System-1 (AMX-1), South American Crossing (SAC), Globenet, Atlantis-2, South America-1 (SAM-1) e Americas-II.

Abre a fila o Seabras-1, cabo submarino de seis pares de fibra e com capacidade de 72Tbps desenvolvido pela Seaborn Network e que conecta São Paulo a Nova York. Depois virão Monet, cuja ativação está prevista para o último trimestre deste ano, Tannat, BRUSA, ARBR, South Atlantic Cable System (SACS), South Atlantic Inter Link (SAIL) e Ellalink.

Haverá ainda mais um cabo fazendo a conexão submarina entre cidades do litoral brasileiro. Em breve o Junior, um cabo da Google entre Praia Grande (SP) e Rio de Janeiro, já implantado e em testes, vai iniciar sua operação. Ele foi contratado à empresa brasileira Padtec, que forneceu a infraestrutura óptica terrestre e submarina de longa distância. Ela é a única sul americana a integrar um mercado dominado, até então, por três grandes players integradores: Subsea Communications, ou SubCom (Estados Unidos), Alcatel Submarine Networks (França) e NEC (Japão).

A soma da capacidade potencial dos cabos internacionais a ser ativados este ano é 226 Terabytes por segundo (Tbps). Em 2018, devem entrar em operação o SACS, o BRUSA e o ARBR (que somam 196 Tbps). Há ainda a previsão de construção do SAIL e do Ellalink, que juntos terão uma capacidade potencial de 104 Tbps. São novos 526 Tbps em capacidade potencial entre 2017 e 2019. Para se ter ideia do que significa isso, em termos de crescimento, o último cabo ativado entre a América Latina e os Estados Unidos, em 2014, foi o América Móvil Submarine Cable (AMX-1), com uma capacidade de 100 Gbps.

O aumento da demanda por novos cabos submarinos é global e acompanha o crescimento do tráfego IP. Por essas fibras passa a maioria esmagadora do tráfego internacional da internet (só uma parte pequena é escoada via satélite), que cresce em números espetaculares. De acordo com a Cisco, nos próximos cinco anos haverá três vezes mais bytes trafegando na rede do que neste momento. Hoje, cada pessoa conectada à internet ou a redes IP privadas (de bancos, provedores de conteúdo, centros de pesquisa) consome em média 13 GB por mês. Em 2021, serão 35 GB mensais — o que vai significar um tráfego IP global de 3,3 Zettabytes por ano. De novo, para comparar: enquanto um Gigabyte são 109 bytes, um Zettabyte são 1021.

Maior investimento na AL

Segundo levantamento feito pela Telegeography, empresa de pesquisa de mercado e consultoria em telecomunicações, todas as rotas globais receberam pelo menos um novo cabo submarino entre 2015 e 2016. No mundo, em 2016, 13 novos cabos foram entregues, com investimentos de US$ 2,5 bilhões. Na América Latina, nos próximos dois anos, estarão localizados os maiores investimentos na construção de novos cabos submarinos (veja gráfico): US$ 1,5 O uso de banda internacional na região cresceu de 8 Tbps em 2012 para 35 Tbps em 2016, e deverá aumentar, este ano, 41% a mais do que entre 2015 e 2016.

 

Investimentos em novos cabos submarinos – 2015-2018

Novas rotas são criadas na América Latina, de acordo com Anahí Rebatta, analista de pesquisas da TeleGeography, por conta do crescimento do uso banda disponível nos cabos em; pelo crescimento da demanda dos provedores de conteúdo; pela necessidade de maior capacidade potencial — porque os cabos em operação estão ficando velhos e chegando ao limite de sua capacidade –; e pela necessidade de novas rotas, porque as redes querem ampliar os caminhos possíveis para canalizar seu tráfego e, assim, oferecer maior confiabilidade. Esses dados foram mostrados por Anahí em um webminar realizado em junho deste ano, em parceria com a Ciena.

Diversificação de rotas

A diversificação nas rotas é uma realidade tanto em nível regional quanto entre continentes. O Seabras-1, que aporta em New Jersey, e o BRUSA, que chega à Virgínia, não se conectam aos Estados Unidos pela área metropolitana do Sul da Flórida, onde os cabos anteriores chegaram. O cabo ARBR, em conjunto com o Seabras-1, vão formar a primeira rota entre a Argentina e os Estados Unidos com participação direta de investidores argentinos.

O SACS vai ligar diretamente Brasil (Fortaleza) e África (Luanda). Não é o primeiro cabo do Brasil a passar pela África. O Atlantis-2, ativado em 2000, sai de Fortaleza e passa por Dakar, no norte do continente africano, antes de chegar à Portugal. O SACS é, no entanto, o primeiro construído para transportar o tráfego gerado na África e oferecer maior agilidade ao acesso daqueles países a conteúdos online. “Vamos atender à demanda do mercado africano pelo consumo de conteúdo ao redor mundo”, diz Rafael Pistono, diretor geral e CEO da Angola Cables Brasil.

Hoje, a conexão da África com o resto do mundo é feita principalmente por meio da Europa — assim como a do Brasil é feita por meio dos Estados Unidos. Com a construção do SACS, a troca de dados entre os continentes americano e africano será cinco vezes mais rápida, observa Pistono. Novos cabos prometem também maior agilidade no atendimento aos clientes. De acordo com Marcos Martin Costa, diretor executivo de desenvolvimento de negócios da Seaborn, dona do Seabras-1, a empresa poderá fazer a entrega e ativação de circuitos em dois dias.

A existência de mais cabos não significa, necessariamente, que o custo das conexões entre os países da região vai cair na mesma velocidade que nas grandes rotas entre continentes. Isso porque um dos incentivos ao investimento em novos cabos é a conexão entre data centers, ainda concentrados nos Estados Unidos e na Europa.

Os Estados Unidos são o maior centro de produção de conteúdo do mundo — e a infraestrutura para armazenar e distribuir este conteúdo ainda se concentra lá. Em 2015, de acordo com a Seaborn Networks, 65% do tráfego internet entre a América Latina e o resto do mundo passava pelos cabos submarinos entre Brasil e Estados Unidos. Assim, a despeito da existência de novos caminhos, a maior parte dos investimentos para conectar grandes centros de dados, que faz aumentar a concorrência e cair os preços, é em rotas para os EUA.

O custo de conexão entre Europa e a África do Sul é o mais alto do mundo — uma banda de 10 Gbps entre Johanesburgo e Londres custava, ao final de 2016, cerca de US$ 40 mil por mês. Entre São Paulo e Miami, a mesma capacidade podia ser contratada por metade do valor, cerca de US$ 20 mil por mês. Os preços entre Brasil e EUA despencaram desde 2013, quando 10 Gbps custavam mais de US$ 90 mil por mês. O mesmo não se pode dizer dos custos de conexão entre São Paulo e Buenos Aires, por exemplo. De acordo com a Telegeography, o preço de um circuito de 10 Gbps entre Buenos Aires e São Paulo hoje é duas vezes maior do que entre São Paulo e Miami. A Seaborn deve ativar seu cabo entre o Brasil e a Argentina, o ARBR, no final de 2018. O cabo submarino mais recente a conectar a Argentina entrou em operação há 16 anos – se sua atividade vai contribuir para reduzir esta diferença, o futuro dirá.

São Paulo enterrará 52 km de fios em 117 ruas; 2 mil postes desaparecerão

São Paulo enterrará 52 km de fios em 117 ruas; 2 mil postes desaparecerão

Na primeira fase, o plano vai enterrar fios em distritos da região central, como Consolação, Bela Vista, Santa Cecília, Jardim Paulista e Bom Retiro

pós anos de impasse entre a Prefeitura de São Paulo e a Eletropaulo, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) fechou um acordo no qual a concessionária de energia elétrica e as empresas de telecomunicação ficarão encarregadas de enterrar 52 quilômetros de fios de transmissão que cruzam o céu da cidade e remover 2.019 postes das calçadas da capital paulista.

Em sua primeira fase, o novo plano de enterramento de fios de São Paulo, batizado por Doria de Cidade Linda Redes Aéreas, vai limpar 117 ruas de sete distritos paulistanos da região central: Consolação, Bela Vista, República, Santa Cecília, Jardim Paulista, Bom Retiro e Brás. Na maioria das vias, a Eletropaulo já enterrou sua fiação, mas restaram os cabos de telefonia, TV e internet e os postes. A previsão é concluir esse trecho até julho do ano que vem.

O cronograma de execução da rede subterrânea envolve 12 conjuntos de ruas, começando pela Rua José Paulino, no Bom Retiro, e terminando na Alameda Santos, no Jardim Paulista. Os dutos com os cabos de telecomunicações e de empresas municipais, como da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ficarão na mesma galeria já usada pela rede elétrica. As empresas de telefonia e internet, que hoje pagam aluguel para usar os postes da Eletropaulo, vão bancar as obras de enterramento. O custo total ainda está sendo calculado. Já a concessionária de energia deve gastar R$ 6 milhões para retirar os postes e reparar as calçadas. Segundo a gestão Doria, não haverá custos para a Prefeitura.

“Esse é o primeiro passo de uma maratona. Conseguimos superar os problemas que haviam e, por meio do diálogo, conseguimos encontrar viabilidade técnica e econômica para esse projeto, que vai mudar a cara da região e auxiliar na requalificação do centro”, disse Marcos Penido, secretário municipal de Serviços e Obras.

A meta estipulada pela gestão Doria é enterrar 100 km de fios por ano na cidade. A medida, uma das promessas de campanha do tucano, envolve uma longa batalha administrativa e jurídica entre a Prefeitura e a Eletropaulo. A concessionária de energia é responsável por 44 mil km de fios em sua área de concessão na Grande São Paulo, dos quais só 3 mil km são subterrâneos, e 1,2 milhão de postes.

Em 2005, o então prefeito José Serra (PSDB) sancionou uma lei obrigando as concessionárias a enterrarem todos os cabos da cidade. Dez anos depois, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) publicou uma portaria exigindo que 250 km de fios fossem retirados dos postes a cada ano, medida que foi suspensa por uma liminar da Justiça a pedido do sindicato das empresas do setor. Segundo a Eletropaulo, a meta custaria R$ 100 bilhões e levaria 33 anos para ser cumprida, com impacto na conta de luz dos clientes.

Agora, segundo o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), João Moura, o trabalho será “gradativo” e o cronograma das próximas fases, negociado com a Prefeitura. Ele disse que as empresas devem incluir na primeira etapa um trecho de quase 7 km na Vila Olímpia, centro comercial e empresarial da zona sul.

“Esses 59 km são o ponto de partida. Essas ruas vão ficar como já é hoje na Faria Lima e no Largo da Batata, onde fizemos todo enterramento em 2012, ou ao redor do estádio do Corinthians, onde as obras viárias já foram feitas com o cabeamento subterrâneo”, disse.

Em uma das ruas da primeira fase do programa, a Ribeiro Lima, no Bom Retiro, o emaranhado de fios dá na vista. “Recentemente pipocou tudo, ficamos um dia e meio sem luz. Até fizeram a manutenção, mas os fios ficaram assim”, diz Adriana Almeida, de 47 anos, proprietária de um café, apontando para o poste. Sem energia, o estabelecimento manteve as portas fechadas. O prejuízo calculado por ela, entre vendas que deixaram de ser feitas e salgados que acabaram indo para o lixo, foi de R$ 2,5 mil.

Adriana vê a proposta com ponderação. Para ela, o enterramento deve ser bem estudado pela Prefeitura antes da sua instalação, para evitar que surjam outros problemas. “Aqui na frente há um buraco que sempre abre quando chove, já ficou do tamanho de uma cratera. A Prefeitura fecha, o buraco abre”, exemplifica.

“É preciso resolver a estrutura da rua antes. Já pensou se abrem tudo e não conseguem fechar?”Não raro, pedestres param na Rua São Domingos, na Bela Vista, no centro, para fotografar um fio com mais de 30 pares de sapato pendurados. “Uma hora isso vai ceder ou dar um curto. É um perigo”, reclama a cabeleireira Marinalva Santos, de 45 anos, dona de um salão na rua.

Segundo Marinalva, é comum andar por ali em meio a fios caídos, muitos deles após casos de furtos de cobre. “Você nunca sabe se é de alta tensão ou se não oferece risco. Fica todo mundo com medo”, diz a cabeleireira, que aprova o enterramento previsto para a rua. “Hoje é feio, perigoso e atrapalha árvore de crescer.”

“A ideia é fantástica”, concorda Valdir Damaceno, de 54 anos, dono de um bar na São Domingos. No início do ano, conta, um caminhão passou pela rua e, alto demais, saiu arrastando os fios com ele. Foram três dias para consertar. “É bom que, embaixo do chão, evita futuros problemas.”

Fora da primeira etapa do projeto, a Rua Albion, na Lapa, zona oeste, está em uma região castigada na época de chuva – em outubro de 2016, um homem de 23 anos morreu eletrocutado durante um temporal que atingiu São Paulo, derrubou árvores e arrebentou a fiação. “Aqui, estoura transformador direto”, afirma Sidney Rocha, de 61 anos, funcionário de um estacionamento. “Quando chove, dá medo porque as árvores caem e podem sair derrubando tudo e pegar na gente.”

Transtorno inevitável

Embora seja uma demanda antiga da cidade, o enterramento de fios na capital paulista vai causar transtornos para os paulistanos. As empresas de telecomunicação afirmam que a substituição da rede aérea pela subterrânea não deixará ninguém sem sinal de internet, mas as valas que serão abertas em ruas e calçadas vai atrapalhar o trânsito de veículos e pedestres.

“É uma cirurgia na cidade que tem de ser feita com muita calma porque não podemos interromper os serviços e criar problemas para a população. Esse tipo de perturbação será praticamente zero. Por outro lado, haverá o transtorno da obra na rua, que é inevitável”, disse João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp).

Como a primeira fase do projeto está focada na região central da capital, onde se concentram comércios e empresas, o início da maior parte das obras será em janeiro, depois do período de festas e de fechamento de balanço das firmas, de acordo com o presidente da Telcomp.

“São obras em regiões muitos densas, em residências, comércios, escritórios e tráfego. Não queremos prejudicar a atividade de ninguém. Por isso vamos fazer com toda cautela possível”, afirmou Moura.O enterramento dos cabos de energia e telecomunicações dá mais segurança às redes, deixando-as menos expostas a intempéries como chuvas e vendavais, e acidentes. Sem falar, ainda, da vantagem estética que a medida proporciona.

Na Rua José Paulino, no Bom Retiro, famosa pelas lojas de roupa, a fiação já fica sob o solo, o que é comemorado por comerciantes. “Ficou muito bom. A manutenção é rápida e dificilmente fico sem luz”, diz a lojista Luana Pereira, de 32 anos. “É muito melhor, tanto em termos de aparência quanto de segurança.” Já o franqueador de sorvetes naturais Márcio Morgado, de 38 anos, que trabalha na Lapa, área que está fora da primeira fase do plano, torce para que o projeto chegue à sua região. “Quando os fios forem enterrados vai ficar perfeito.”

 

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/

Prysmian investe R$ 18 milhões em fábrica de fibra para atender provedores regionais

Prysmian investe R$ 18 milhões em fábrica de fibra para atender provedores regionais

PROJETO VAI ACRESCENTAR MAIS DE 30% À CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DA EMPRESA QUE, ALÉM DE ABASTECER A AMÉRICA DO SUL, PODERÁ TAMBÉM EXPORTAR PARA OUTRAS UNIDADES DO GRUPO.

O Grupo Prysmian, fabricante cabos, vai ampliar a fábrica de fibras ópticas que mantém no Brasil, localizada em Sorocaba (SP). O investimento será de R$ 18 milhões. Segundo a empresa, a expansão se dá em função da demanda crescente de provedores regionais de acesso, que atuam em áreas afastadas das metrópoles.

O aporte vai aumentar em 30% a produção, que passará de três para quatro milhões de quilômetros de fibra ao ano. A fábrica recebeu, nos últimos quinze anos, cerca de R$ 200 milhões em investimentos, dos quais R$ 50 milhões nos últimos três anos.

De acordo com Marcello Del Brenna, CEO da Prysmian na América do Sul, a nova capacidade produtiva estará disponível a partir de julho do próximo ano. “A fábrica de Sorocaba terá a melhor tecnologia em fibra óptica de que o Grupo Prysmian dispõe atualmente”, comenta. “E a produção em Sorocaba, além de abastecer a América do Sul, poderá também ser exportada para outras unidades do Grupo”, diz.

O negócio é parte do plano estratégico da companhia de ampliar a participação no mercado sul-americano de fios e cabos. Há dois meses, a organização anunciou o aporte de R$ 110 milhões em outra unidade fabril em Sorocaba, para criar um centro de excelência mundial e um polo de exportação nas áreas de energia e telecomunicações. Ao mesmo tempo, encerrou a operação em Santo André, na Grande São Paulo.

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IPv6: desafios da migração

IPv6: desafios da migração

O ESGOTAMENTO DO PROTOCOLO IPV4 BATE À PORTA DOS PROVEDORES DE ACESSO À INTERNET

No primeiro trimestre de 2017, o Brasil cresceu 29% na adoção de IPv6, de acordo com o ranking da Akamai. Também este ano, segundo medições feitas pelo Google, o Brasil chegou 20,17% de tráfego de dados em IPv6 – o que, pelos critérios da empresa, classifica o país como “um dos locais onde o IPv6 está amplamente implantado, com poucos problemas de conexão com os sites Google, comparado a outros países do mundo”.

Porém, muitos provedores regionais de acesso à internet ainda não despertaram para o fato de que o esgotamento do IPv4 foi oficialmente anunciado, em fevereiro, pelo Registro de Endereços da Internet para a América Latina e o Caribe (Lacnic) e pelo Registro.br. Hoje, já está em vigor a determinação de que apenas as novas empresas que não receberam nenhuma alocação prévia poderão solicitar, apenas uma vez, uma alocação de tamanho máximo /22 e mínimo de /24.

O NIC.br vem dando todo o apoio no esclarecimento de questões técnicas para a migração. Para se aprofundar nesse tema, consulte a página do IPv6 no Registro.br ou mande e-mail para ipv6@nic.br.

 

Veja abaixo alguns equipamentos disponíveis na TECWI que trabalham com suporte IPV6

Roteador Wireless com IPv6 – IWR 1000N

Roteador Wireless
com IPv6 – IWR 1000N

Roteador Wireless com IPv6 – IWR 3000N

Roteador Wireless
com IPv6 – IWR 3000N

CPqD cria a internet que ignora distâncias

CPqD cria a internet que ignora distâncias

O CPqD está desenvolvendo a superinternet do futuro. Com uma velocidade até quatro vezes superior à que está regulamentada e em operação hoje em todo mundo, a tecnologia desenvolvida em Campinas dispensa o uso de equipamentos que amplificam o sinal na rota de transmissão e, com isso, consegue atingir grandes distâncias. A superinternet pode, por exemplo, ser usada em lugares remotos onde a web só funciona por meio de satélites, como a floresta amazônica ou em alto mar, nas plataformas de petróleo.
As pesquisas estão avançadas e este ano a Gerência de Tecnologias Ópticas do CPqD conseguiu quebrar recorde mundial de transmissão óptica sem repetição, atingindo a velocidade de 400 Gb/s (por canal) utilizando 24 canais ópticos, alcançando uma distância de 444 quilômetros.
Hoje, a internet regulamentada em operação no mundo alcança a velocidade de, no máximo, 200 Gb/s utilizando até 150 canais, mas ela não tem a potência necessária para ser transmitida em grandes distâncias. Para que isso aconteça, é preciso instalar, ao longo do caminho, equipamentos que amplificam o sinal. E é justamente isso que inviabiliza a transmissão de internet por fibra ótica em locais de difícil acesso. Nesses locais, o acesso à rede mundial de computadores é feito por meio de satélite e rádio.
Andrea Chiuchiarelli, um dos pesquisadores da equipe responsável pelo trabalho, explica que o próximo passo da pesquisa é fazer a transmissão utilizando uma maior quantidade de canais. Quanto mais canais, maior é a quantidade de dados que você pode transmitir por meio da rede. Os pesquisadores querem fazer essa transmissão sem amplificadores, em grandes distâncias e em alta velocidade utilizando 120 canais.
Os últimos dois recordes quebrados pertenciam também ao CpqD e foram quebrados em julho e dezembro do ano passado. No último recorde, a equipe de Eduardo Rosa, gerente de Tecnologias Ópticas do CpqD, utilizou 16 canais ópticos de 400 Gb/s na transmissão e a distância chegou a 403 km.
O aumento da distância da transmissão sem o uso de equipamentos para amplificação de sinais é um fator importante na evolução dessa tecnologia, pois viabiliza a implantação de redes ópticas de comunicação em locais de difícil acesso. Isso permitirá que operadoras se instalem nessas localidades, oferecendo um serviço de qualidade superior às que são utilizadas hoje. Além de ter uma velocidade de conexão maior, a novidade permite a transmissão de uma quantidade maior de dados e a uma distância maior.
Essa inovação foi possível graças à combinação de um algoritmo desenvolvido no CPqD que otimiza a amplificação com as soluções fornecidas por parceiros que utilizam lasers de alta potência. A utilização desse laser melhora a amplificação do sinal e reduz os custos com manutenção da rede óptica.
Os resultados obtidos pela equipe da Gerência de Tecnologias Ópticas do CPqD serão apresentados na European Conference on Optical Communication 2017 (Enoc), promovida em setembro, na Suécia. Ainda não há prazo para que a solução chegue ao mercado.

Foto: Leandro Torres/AAN – O pesquisador Sandro Rossi no laboratório Lasor, do CPqD: superinternet é até quatro vezes mais rápida

Fonte: CORREIO POPULAR por Patrícia Penzin

BRASIL É PAÍS DA AL COM MAIS ESPECTRO LIBERADO PARA A BANDA LARGA MÓVEL

BRASIL É PAÍS DA AL COM MAIS ESPECTRO LIBERADO PARA A BANDA LARGA MÓVEL

Nenhum mercado latino-americano apresenta 35% do espectro radioelétrico sugerido pela UIT

Somente um país da América Latina outorgou mais de 30% do espectro radioelétrico sugerido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) para o ano de 2020. Trata-se do Brasil, que atualmente tem licenciado o equivalente a 31,1% dos 1.960 MHz que o organismo internacional sugeriu para o ano de 2020.

Alguns dos países que mais espectro têm outorgado são: Chile (24%), México (23,7%), Argentina (23,6%), Costa Rica (23,5%), e Nicarágua (21,4%), segundo levantamento feito pela 5G Americas. Em seu documento ITU-R M. 2078, a UIT sugeriu que para o ano de 2020 encontrem-se alocados 1.960 MHz de espectro radioelétrico, para um funcionamento ótimo das tecnologias IMT-2000 (comercialmente conhecida como 3G) e IMT-Advanced (4G).

“Um dos resultados de aumentar o licenciamento de espectro é o desempenho eficiente das redes móveis, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas, onde as limitações de espectro se agravam com outras restrições, como as demoras nas autorizações para a instalação de nova infraestrutura, torres para antenas e outras tecnologias”, explicou Jose Otero, diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe. (Com assessoria de imprensa)