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FALHA DO GOVERNO COM PEQUENOS PROVEDORES

FALHA DO GOVERNO COM PEQUENOS PROVEDORES

Aníbal Diniz convoca ISPs a se unirem para cobrar uso de fundos setoriais e a participar da construção de políticas para o setor, contribuindo para o Comitê de Pequenos Prestadores de Serviços de Telecomunicações, que está em consulta pública.

Aníbal Diniz - foto de Pedro França-Agencia SenadoO conselheiro Aníbal Diniz exaltou hoje, 5, na abertura do 35º Encontro Provedores Regionais, que está sendo realizado em Porto Velho (Rondônia), a “grandiosa atuação” dos pequenos provedores regionais de serviços de telecomunicações em cumprir um papel que “deveria ser do Estado”, de universalizar o acesso às telecomunicações nos mais distantes locais do país. “A Anatel também foi reativa nesse processo. Mas está mudando a sua agenda e já adotou diversas medidas no sentido de apoiar vocês, que se destacam em um cenário que alguns anos atrás eram privilégio apenas das grandes corporações”, disse Diniz, a uma plateia de cerca de 80 representantes de provedores da região da Amazônia.

De acordo com o conselheiro da Anatel, os cerca de 7 mil pequenos e médios provedores identificados hoje, no país, respondem por 4 milhões das 28 milhões de conexões em banda larga fixa. “Isso denota uma competitividade que precisa ser estimulada, por exemplo, pela diminuição dos encargos regulatórios”, ressaltou Diniz. Ele alertou os provedores de que o governo, porém, não vai trabalhar na linha da redução de impostos: “Está em elaboração, sob minha relatoria na Anatel, o Plano Estrutural de Redes de Telecom (Pert), que é estratégico para o avanço dos provedores. O documento final deve ser um diagnóstico geral das telecomunicações no Brasil, propondo saídas para os gargalos e apontando fontes de financiamento para realizar os investimentos prioritários, evitando sobreposição ou lacunas de infraestrutura”.

Segundo Diniz, os provedores terão o apoio da Anatel para se unir na defesa da liberação dos fundos setoriais, que já recolheram em torno de R$ 100 bilhões e foram pouco aproveitados. “Precisamos encaminhar a proposta de alteração do Fust para usar na expansão de banda larga, pensar em um fundo garantidor e incentivos para internet subsidiada”, defendeu o conselheiro.

Cientistas testam Internet veloz e sem fio que pode substituir fibra ótica

Cientistas testam Internet veloz e sem fio que pode substituir fibra ótica

Pesquisadores descobriram uma maneira de desviar fótons de obstáculos no ar. Nova tecnologia é tão rápida quanto Internet por fibra ótica, com a vantagem de não precisar de fios.

Distribuir Internet em alta velocidade e sem a necessidade de cabos pode ser possível no futuro graças aos estudos de cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia. Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que utiliza luz para transmitir dados pelo ar, fora de uma rede de fibra ótica convencional.

Até então, fótons – partículas de luz que carregam energia e informação – só serviam como meio de conexão confinados em uma rede cabeada. A novidade abre espaço para que, futuramente, a velocidade de transmissão via Wi-Fi seja equiparável ao da fibra ótica, de maneira prática e mais barata, sem a necessidade de cabeamento. Nas linhas a seguir, entenda melhor como funcionaria a tecnologia.

Como funciona

O time de especialistas testou com sucesso um método que permite “dobrar” a luz no ar para desviar de obstáculos. Mesmo sem o direcionamento provocado pela camada de vidro da fibra ótica, o sinal de Internet em forma de fótons percorreu cerca de 1,6 km em zona urbana em velocidade superior a 1 Gbps e foi capaz de manter as informações intactas.

Atualmente, redes de fibra ótica atingem velocidades de transmissão na casa dos 10 Gbps. A tecnologia em desenvolvimento promete desempenho equiparável, com custo menor e sem a necessidade da instalação de cabos.

Segundo os cientistas, a descoberta expande as possibilidades de uso da luz para transmitir sinal de Internet pelo ar. Além de não depender de fibra ótica, que responde pelo alto custo da conexão de banda larga no mundo, a nova técnica permite armazenar mais dados em cada fóton, indo além dos usuais 0 e 1 da comunicação binária.

Limitações

A tecnologia desenvolvida na Escócia permite usar luz para transmitir Internet em locais com muitos obstáculos, porém não é capaz de atravessar paredes – ao contrário do sinal do Wi-Fi comum. A tendência é que a novidade seja menos efetiva dentro de prédios e casas.

Ainda assim, os cientistas defendem ao menos duas grandes vantagens na descoberta. De acordo com os estudiosos, a tecnologia permitiria acelerar a entrega de dados em zonas rurais e obter banda larga em qualquer lugar com um investimento mínimo em cabeamento.

Vale lembrar que a técnica para uso de fótons no ar como meio de transmissão de Internet está em fase de pesquisa. Portanto, ainda não há previsão de lançamento no mercado.

TCU libera Anatel a trocar multas contra operadoras por investimentos

TCU libera Anatel a trocar multas contra operadoras por investimentos

Tribunal analisou acordo entre agência e Telefônica que prevê a conversão de R$ 2,1 bilhões de multas em investimentos de R$ 4,87 bilhões. Corte determinou, porém, algumas alterações.


O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou nesta quarta-feira (27) a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a fechar um acordo com a Telefônica (dona da Vivo) que permite a conversão de multas em investimentos.

A liberação, porém, está condicionada a algumas mudanças que terão que ser feitas no texto do acordo. Uma delas exige que a Anatel fixe não só o município onde o investimento da empresa deverá ser feito mas também em que região.

Depois disso, o conselho diretor da Anatel terá que aprovar essa nova redação e, o TCU, verificar se as determinações feitas nesta quarta foram cumpridas.

Concluído esse processo, a Anatel ficaria liberada para fazer novos ocordos do tipo com outras operadoras, desde que seguindo as mesmas determinações do TCU. A agência aguardava o posicionamento do tribunal para finalizar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Telefônica e para analisar outros termos.

O TAC com a Telefônica prevê a conversão de R$ 2,199 bilhões em multas aplicados pela Anatel contra a operadora em R$ 4,87 bilhões em investimentos na rede da própria empresa.

A Anatel defende a medida apontando que tem dificuldade de receber as multas (as empresas as questionam na Justiça em processos que costumam demorar anos) e que os acordos elevam os investimentos e melhoram a qualidade do serviço prestado aos consumidores.

Críticas

O ministro do TCU José Múcio fez duras críticas ao TAC da Telefônica e disse que só votaria no processo por “respeito ao ministro Bruno Dantas”. Múcio afirmou que os investimentos aprovados no termo privilegiam a região Sudeste e que vai ficar atento a outras propostas de TAC feitas pela agência para verificar onde serão feitos os investimentos exigidos.

As críticas de Múcio foram seguidas pelos ministros Augusto Nardes e Aroldo Cedraz, que, no entanto, também votaram com o relator.

Oi

Apesar de ter sido aprovado em maio de 2016, o TAC da Oi não deve ser assinado antes da conclusão do processo de recuperação judicial da empresa. O TAC da Oi previa a troca de R$ 1,2 bilhão em multas da Oi por R$ 3,2 bilhões em investimentos.

Em sua apresentação no TCU, o conselheiro da Anatel Igor de Freitas defendeu os TACs e afirmou que a própria corte de contas já questionou a falta de efetividade da aplicação de multas. Segundo ele, os termos permitirão reverter em benefício dos consumidores as penalidades aplicadas contra as empresas.

“A proposta dos TACs tem como objetivo deixar de discutir por 10, 15 anos, a correção de cada multa aplicada. Tirando a multa e colocando os usuários no centro do debate”, afirmou.

FONTE:  G1, Por Laís Lis, Brasília

INTERNET BRASILEIRA SOFRE AGORA O EFEITO DO FURACÃO MARIA

INTERNET BRASILEIRA SOFRE AGORA O EFEITO DO FURACÃO MARIA

Os dois furacões que atingiram as ilhas do Caribe atrasaram o serviço de manutenção de cabos submarinos como o Telecom Italia Sparkle, prejudicando a conexão com o Brasil.

Provedores regionais de internet estão registrando quedas significativas na velocidade de suas redes nos últimos dias., em suas conexões com o exterior. E esses problemas estão vinculados, ainda, ao furacão Maria, que destruiu inúmeras ilhas do Caribe, principalmente Porto Rico e Saint Croix, rota da maioria dos cabos submarinos internacionais que se conectam com a América do Sul.

Por quê essa lentidão só começou agora, vários dias depois da passagem do furacão Irma, na primeira semana de setembro, e agora o Maria, que se formou no início desta semana, é uma das questões que intrigam as operadoras brasileiras. Na opinião de alguns analistas, isso deve a fato de que, embora os cabos submarinos estejam projetados para enfrentar qualquer tipo de vento e para funcionar automaticamente, precisam da intervenção humana nos Pops e nas land stations.

“O problema é que essas ilhas foram evacuadas e, em muitos lugares, a mão de obra ainda não conseguiu retornar, deixando os sistemas sem manutenção mais tempos do que o previsto”, assinala um consultor.

Uma das redes mais afetadas, porque um de seus Pops está justamente na ilha de Saint Croix, que foi devastada pelos dois furacões – o Irma e agora o Maria -, é a da Telecom Italia Sparkle, que dá uma paradinha em Fortaleza, mas tem seu Pop no Rio de Janeiro.

Conforme o analista de telecomunicações, Uesley Correa, estima-se em 60% a 70% de perda de pacotes de quem sai do Rio de Janeiro pela rede da Sparkle.  A empresa confirma que precisou tomar medidas devido ao furacão Maria.

” O furacão Maria, de categoria 5, impactou Porto Rico causando severos danos e enchentes na ilha. Tivemos que ‘desenergizar’ nosso nó na estação para evitar danos mais sérios aos equipamentos. Essa situação provocou a saturação de nosso tráfego IP que afeta nossa rota internacional em direção ao Brasil”, informou a empresa. Também a Highwinds, que revende capacidade do Sparkle, confirmou o problema.

 

Fonte: telesintese

5 sinais de que é hora de trocar o roteador da casa

5 sinais de que é hora de trocar o roteador da casa

Aparelho essencial nas casas atualmente, o roteador garante que diversos dispositivos consigam se conectar à rede sem a necessidade de fios. Apesar de necessário, esse tipo de equipamento frequentemente fica esquecido no canto e muitas vezes obsoleto, o que pode causar uma série de problemas aos usuários.

“Um roteador com vários anos de uso pode estar ultrapassado para atender às necessidades atuais, causando lentidão ou problemas de sinal”, explica Rodrigo Paiva, gerente de produtos da D-Link América Latina.

Está em dúvida se é hora de trocar seu roteador? Confira 5 sinais de que pode ser uma boa ideia comprar um equipamento novo:

1. Rede Wi-Fi lenta

Se mesmo depois de contratar um serviço de mais de 5 Mbps com a operadora a conexão permanece lenta, é possível que o usuário esteja com problemas no roteador. Na hora de escolher um novo dispositivo, opte pelos que possuem conectividade 11 AC. Eles operam em duas frequências e têm velocidades altas.

2. Problemas no alcance de sinal

Quem mora em uma casa grande ou em um apartamento com paredes grossas também pode enfrentar problemas com o sinal de Wi-Fi. Nesses casos, antes de trocar o roteador, é possível tentar usar um repetidor de sinal.

3. Vários dispositivos conectados à rede

Quando há muitos dispositivos conectados ao mesmo tempo na rede, a velocidade de conexão diminui. Se o roteador é antigo e tem velocidade abaixo de 300 Mbps, o problema pode se agravar. Outro fator que interfere na velocidade é o uso que cada uma das pessoas da casa faz na rede. Há um roteador ideal para cada tipo de necessidade, além da cobertura/ alcance desejados.

4. Segurança

Um roteador de vários anos também pode oferecer riscos à segurança do usuário. Além de invasões e roubo de sinal, um equipamento comprometido pode acabar revelando informações importantes.

5. Interferências

A conexão está lenta? Nem sempre a culpa é da operadora. Em alguns casos, o usuário pode estar experimentando interferências de equipamentos como o microondas e o telefone sem fio. Isso acontece porque, muitas vezes, além de não ter a velocidade e o desempenho necessários para atender a demanda, o roteador utiliza como padrão a banda de 2,4Ghz.

O ideal para evitar interferências é procurar roteadores que operem, além da banda de 2,4Ghz, com 5Ghz – são os equipamentos chamados dual band. Essa frequência é mais ampla e conta com 23 canais que não se sobrepõem.

CHAVE DE SEGURANÇA DO DNS SERÁ TROCADA EM UM MÊS. PROVEDOR DEVE SE PREPARAR.

CHAVE DE SEGURANÇA DO DNS SERÁ TROCADA EM UM MÊS. PROVEDOR DEVE SE PREPARAR.

Mudança acontece em 11 de outubro. Clientes de provedores que não atualizarem o sistema ficarão impedidos de navegar pela internet.

 

A Icann, corporação norte-americana responsável pela governança mundial da internet, vai atualizar daqui a um mês as chaves criptográficas que mantêm seguro o sistema de nomes de domínio (DNS) da internet.

Essas chaves são trocadas entre os provedores de acesso e os administradores regionais de domínios a cada tentativa de acesso a um endereço. Com elas, os sistemas podem garantir que o endereço digitado é aquele ao qual o usuário será encaminhado, em vez de a uma página falsa. Continue Lendo →

Chinesa FiberHome avança com FTTH no Brasil e quer liderar em fibra óptica

Chinesa FiberHome avança com FTTH no Brasil e quer liderar em fibra óptica

Fabricante de sistemas baseados em material que começa a substituir cobre na conexão entre redes e residências atende mais de mil provedores e planeja abocanhar outros segmentos no País

Wuhan (China) – A FiberHome, fabricante chinesa de fibra óptica e provedora de sistemas de comunicação baseados nessa tecnologia, já responde por cerca de 30% desse mercado no mundo e quer chegar a 50% em cinco anos. Para isso, o plano é reforçar a oferta de produtos e serviços na América Latina e em especial no Brasil.

Segundo o presidente da companhia, Zhiqiang Fan, o País é o principal mercado da empresa na América Latina, região onde a adoção de tecnologias baseadas em fibra óptica tem um delay estimado de cinco anos em relação a mercados maduros, como EUA e Europa. Por esse potencial ainda pouco explorado, a área é considerada estratégica para os planos de expansão global. Em cinco anos, a companhia pretende dobrar o volume de negócios na região, que hoje soma cerca de 15% do faturamento.

Exemplo desse delay é que só agora está se consolidando no Brasil o uso da tecnologia FTTH (do inglês Fiber To The Home), que substitui os cabos de cobre no trecho conhecido como ‘última milha’ das redes de telecomunicações. É o trecho que conecta as redes das operadoras de telefonia e também dos provedores de internet (segmento conhecido pela sigla ISP, do inglês Internet Service Provider) com as residências e empresas.

A FiberHome já tem um market share de 50% no Brasil no segmento de FTTH para ISP, segundo estimativas próprias baseadas nos registros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa atribui essa posição ao seu pioneirismo na oferta dessa tecnologia no Brasil, onde iniciou suas operações em 2011. “Chegamos no momento certo”, diz o responsável pela companhia no Brasil, Jay Hu. “O FTTH ainda não era comum e os serviços dependiam de cabos de cobre”, conta.

Até então restrita aos backbones, que formam a ‘espinha dorsal’ das redes de telecomunicações, a fibra óptica passou a ser vista a partir daquele momento como opção também para a ‘última milha’, o que impulsionou os negócios da FiberHome. Assim, em seis anos no Brasil, a empresa conquistou grandes operadoras de telefonia – Telefônica/Vivo, TIM, Oi, Claro e Algar – e mais de mil pequenos clientes ISP.

Hoje, o escritório em São Paulo tem 40 pessoas, formada meio a meio por profissionais chineses e brasileiros. A empresa instalou ainda um laboratório em Itajaí (SC) para testar soluções e adaptar serviços para o mercado brasileiro.

Outros segmentos

Considerando todo o mercado de fibras ópticas no Brasil, a participação da FiberHome não é tão expressiva quanto no segmento específico de FTTH. “Mas muitos clientes também estão comprando cabos de nós, como Vivo, Tim, Oi, Copel e muitos ISP”, diz Hu. Embora o Brasil tenha peso no plano de negócios para a América Latina, a companhia optou pelo Equador para instalar em 2016 sua primeira fábrica de cabos de fibra óptica fora da China. Hoje a FiberHome também atende na Argentina, Chile, Peru e México.

Por enquanto, a fábrica no Equador atende apenas o mercado interno e exporta para a vizinha Colômbia. No futuro, deve suprir também a demanda dos demais países da região. Como os cabos são pesados, a produção local permite reduzir os custos com transporte, explica Zhiqiang, o presidente da companhia com sede em Wuhan, capital da província de Hubei, região central da China.

No mercado latino-americano, os principais concorrentes da FiberHome em cabos ópticos são a japonesa Furukawa e a francesa Prysmian e, por ser a quarta maior player global em cabos de fibra óptica e em redes ópticas PON, a expansão daqui em diante deve ser puxada por outros segmentos nos quais já atua mas não tem posição tão expressiva: os de redes ópticas, componentes ópticos, switches e roteadores e também o de produtos para IPTV STB (televisão digital por internet em banda larga). “Em redes ópticas já temos boa participação em outros países, mas no Brasil só começamos a oferecer estes produtos em 2017”, afirma. Entre os potenciais clientes dos novos produtos o executivo cita a Claro “ou algum projeto governamental”, exemplifica o executivo.

“O mercado brasileiro é muito grande e a FiberHome seguirá a investir nele. Acredito que, se crescermos dentro do esperado, vamos ajudar muito nas metas globais da empresa”, completa Hu. /*A jornalista viajou a convite da Associação de Diplomacia Pública da China

Adriane Castilho*
Fonte: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.

OPERADORA DOS EUA ATINGE VELOCIDADE DE GIGABIT NO 4G

OPERADORA DOS EUA ATINGE VELOCIDADE DE GIGABIT NO 4G

Teste realizado em ambiente controlado pela Verizon, com equipamentos Qualcomm e Ericsson, usou agregação de três portadoras, inclusive em espectro não licenciado.

 

A operadora móvel norte-americana Verizon, junto com as fabricantes Ericsson e Qualcomm, conseguiram um feito importante para a quarta geração de telefonia móvel (4G). Declararam nesta segunda-feira que ultrapassaram a marca do gigabit por segundo de velocidade em uma conexão celular LTE, no laboratório.

A velocidade de download obtida, exatamente, foi de 1,07 Gbps. Para chegar a este patamar, usaram um modem X20 LTE, que integrará futuras plataformas Snapdragon, da Qualcomm. A plataforma Snapdragon equipa smartphones intermediários, premium, super premium. Com isso, o modem se enquadra na Categoria 18 de velocidades LTE.

Há, no entanto, uma grande diferença entre o que se consegue em laboratório e na vida real. A velocidade de 1 Gbps em smartphones já é teoricamente atingível. O smartphone Galaxy S8 traz um modem X16, que nominalmente poderia alcançar tal limite. Em laboratório, atingiu velocidades acima de 900 Mbps. E na prática, depende da liberação de mais espectro, da proximidade a antenas e de baixa interferência para chegar à marca rotineiramente.

O teste

Além do chipset da Qualcomm, as empresas usaram a tecnologia LAA (License Assisted Access), da Ericsson. A LAA usa espectro não licenciado, como o WiFi, para agregar portadoras. Portadoras são as faixas de frequências usadas para transmitir dados ao celular. Com isso, as empresas reproduziram em laboratório uma faixa de 20 MHz FDD.

No laboratório, os pesquisadores iniciaram uma transmissão de 12 fluxos de conteúdo, entre três células móveis. Cada portadora usada – ao todo eram três – tinha ainda tecnologia MIMO 4×4 e 256 QAM de modulação. Com isso, conseguiam despejar grandes quantidades de dados de uma mesma vez na rede.

O teste foi feito em instalações da Verizon. E sua divulgação tem um destino certo: a T-Mobile, que recentemente começou a usar o espectro de 600 MHz para agregar portadoras e aumentar a velocidade de seu LTE. Foi a T-Mobile quem atingiu velocidades de 900 Mbps com o S8, citado acima.

Com os resultados do teste anunciados hoje, a Verizon sinaliza que em breve será capaz de entregar a mesma velocidade, em pouco tempo.