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TCU libera Anatel a trocar multas contra operadoras por investimentos

TCU libera Anatel a trocar multas contra operadoras por investimentos

Tribunal analisou acordo entre agência e Telefônica que prevê a conversão de R$ 2,1 bilhões de multas em investimentos de R$ 4,87 bilhões. Corte determinou, porém, algumas alterações.


O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou nesta quarta-feira (27) a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a fechar um acordo com a Telefônica (dona da Vivo) que permite a conversão de multas em investimentos.

A liberação, porém, está condicionada a algumas mudanças que terão que ser feitas no texto do acordo. Uma delas exige que a Anatel fixe não só o município onde o investimento da empresa deverá ser feito mas também em que região.

Depois disso, o conselho diretor da Anatel terá que aprovar essa nova redação e, o TCU, verificar se as determinações feitas nesta quarta foram cumpridas.

Concluído esse processo, a Anatel ficaria liberada para fazer novos ocordos do tipo com outras operadoras, desde que seguindo as mesmas determinações do TCU. A agência aguardava o posicionamento do tribunal para finalizar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Telefônica e para analisar outros termos.

O TAC com a Telefônica prevê a conversão de R$ 2,199 bilhões em multas aplicados pela Anatel contra a operadora em R$ 4,87 bilhões em investimentos na rede da própria empresa.

A Anatel defende a medida apontando que tem dificuldade de receber as multas (as empresas as questionam na Justiça em processos que costumam demorar anos) e que os acordos elevam os investimentos e melhoram a qualidade do serviço prestado aos consumidores.

Críticas

O ministro do TCU José Múcio fez duras críticas ao TAC da Telefônica e disse que só votaria no processo por “respeito ao ministro Bruno Dantas”. Múcio afirmou que os investimentos aprovados no termo privilegiam a região Sudeste e que vai ficar atento a outras propostas de TAC feitas pela agência para verificar onde serão feitos os investimentos exigidos.

As críticas de Múcio foram seguidas pelos ministros Augusto Nardes e Aroldo Cedraz, que, no entanto, também votaram com o relator.

Oi

Apesar de ter sido aprovado em maio de 2016, o TAC da Oi não deve ser assinado antes da conclusão do processo de recuperação judicial da empresa. O TAC da Oi previa a troca de R$ 1,2 bilhão em multas da Oi por R$ 3,2 bilhões em investimentos.

Em sua apresentação no TCU, o conselheiro da Anatel Igor de Freitas defendeu os TACs e afirmou que a própria corte de contas já questionou a falta de efetividade da aplicação de multas. Segundo ele, os termos permitirão reverter em benefício dos consumidores as penalidades aplicadas contra as empresas.

“A proposta dos TACs tem como objetivo deixar de discutir por 10, 15 anos, a correção de cada multa aplicada. Tirando a multa e colocando os usuários no centro do debate”, afirmou.

FONTE:  G1, Por Laís Lis, Brasília

INTERNET BRASILEIRA SOFRE AGORA O EFEITO DO FURACÃO MARIA

INTERNET BRASILEIRA SOFRE AGORA O EFEITO DO FURACÃO MARIA

Os dois furacões que atingiram as ilhas do Caribe atrasaram o serviço de manutenção de cabos submarinos como o Telecom Italia Sparkle, prejudicando a conexão com o Brasil.

Provedores regionais de internet estão registrando quedas significativas na velocidade de suas redes nos últimos dias., em suas conexões com o exterior. E esses problemas estão vinculados, ainda, ao furacão Maria, que destruiu inúmeras ilhas do Caribe, principalmente Porto Rico e Saint Croix, rota da maioria dos cabos submarinos internacionais que se conectam com a América do Sul.

Por quê essa lentidão só começou agora, vários dias depois da passagem do furacão Irma, na primeira semana de setembro, e agora o Maria, que se formou no início desta semana, é uma das questões que intrigam as operadoras brasileiras. Na opinião de alguns analistas, isso deve a fato de que, embora os cabos submarinos estejam projetados para enfrentar qualquer tipo de vento e para funcionar automaticamente, precisam da intervenção humana nos Pops e nas land stations.

“O problema é que essas ilhas foram evacuadas e, em muitos lugares, a mão de obra ainda não conseguiu retornar, deixando os sistemas sem manutenção mais tempos do que o previsto”, assinala um consultor.

Uma das redes mais afetadas, porque um de seus Pops está justamente na ilha de Saint Croix, que foi devastada pelos dois furacões – o Irma e agora o Maria -, é a da Telecom Italia Sparkle, que dá uma paradinha em Fortaleza, mas tem seu Pop no Rio de Janeiro.

Conforme o analista de telecomunicações, Uesley Correa, estima-se em 60% a 70% de perda de pacotes de quem sai do Rio de Janeiro pela rede da Sparkle.  A empresa confirma que precisou tomar medidas devido ao furacão Maria.

” O furacão Maria, de categoria 5, impactou Porto Rico causando severos danos e enchentes na ilha. Tivemos que ‘desenergizar’ nosso nó na estação para evitar danos mais sérios aos equipamentos. Essa situação provocou a saturação de nosso tráfego IP que afeta nossa rota internacional em direção ao Brasil”, informou a empresa. Também a Highwinds, que revende capacidade do Sparkle, confirmou o problema.

 

Fonte: telesintese

5 sinais de que é hora de trocar o roteador da casa

5 sinais de que é hora de trocar o roteador da casa

Aparelho essencial nas casas atualmente, o roteador garante que diversos dispositivos consigam se conectar à rede sem a necessidade de fios. Apesar de necessário, esse tipo de equipamento frequentemente fica esquecido no canto e muitas vezes obsoleto, o que pode causar uma série de problemas aos usuários.

“Um roteador com vários anos de uso pode estar ultrapassado para atender às necessidades atuais, causando lentidão ou problemas de sinal”, explica Rodrigo Paiva, gerente de produtos da D-Link América Latina.

Está em dúvida se é hora de trocar seu roteador? Confira 5 sinais de que pode ser uma boa ideia comprar um equipamento novo:

1. Rede Wi-Fi lenta

Se mesmo depois de contratar um serviço de mais de 5 Mbps com a operadora a conexão permanece lenta, é possível que o usuário esteja com problemas no roteador. Na hora de escolher um novo dispositivo, opte pelos que possuem conectividade 11 AC. Eles operam em duas frequências e têm velocidades altas.

2. Problemas no alcance de sinal

Quem mora em uma casa grande ou em um apartamento com paredes grossas também pode enfrentar problemas com o sinal de Wi-Fi. Nesses casos, antes de trocar o roteador, é possível tentar usar um repetidor de sinal.

3. Vários dispositivos conectados à rede

Quando há muitos dispositivos conectados ao mesmo tempo na rede, a velocidade de conexão diminui. Se o roteador é antigo e tem velocidade abaixo de 300 Mbps, o problema pode se agravar. Outro fator que interfere na velocidade é o uso que cada uma das pessoas da casa faz na rede. Há um roteador ideal para cada tipo de necessidade, além da cobertura/ alcance desejados.

4. Segurança

Um roteador de vários anos também pode oferecer riscos à segurança do usuário. Além de invasões e roubo de sinal, um equipamento comprometido pode acabar revelando informações importantes.

5. Interferências

A conexão está lenta? Nem sempre a culpa é da operadora. Em alguns casos, o usuário pode estar experimentando interferências de equipamentos como o microondas e o telefone sem fio. Isso acontece porque, muitas vezes, além de não ter a velocidade e o desempenho necessários para atender a demanda, o roteador utiliza como padrão a banda de 2,4Ghz.

O ideal para evitar interferências é procurar roteadores que operem, além da banda de 2,4Ghz, com 5Ghz – são os equipamentos chamados dual band. Essa frequência é mais ampla e conta com 23 canais que não se sobrepõem.

CHAVE DE SEGURANÇA DO DNS SERÁ TROCADA EM UM MÊS. PROVEDOR DEVE SE PREPARAR.

CHAVE DE SEGURANÇA DO DNS SERÁ TROCADA EM UM MÊS. PROVEDOR DEVE SE PREPARAR.

Mudança acontece em 11 de outubro. Clientes de provedores que não atualizarem o sistema ficarão impedidos de navegar pela internet.

 

A Icann, corporação norte-americana responsável pela governança mundial da internet, vai atualizar daqui a um mês as chaves criptográficas que mantêm seguro o sistema de nomes de domínio (DNS) da internet.

Essas chaves são trocadas entre os provedores de acesso e os administradores regionais de domínios a cada tentativa de acesso a um endereço. Com elas, os sistemas podem garantir que o endereço digitado é aquele ao qual o usuário será encaminhado, em vez de a uma página falsa. Continue Lendo →

Chinesa FiberHome avança com FTTH no Brasil e quer liderar em fibra óptica

Chinesa FiberHome avança com FTTH no Brasil e quer liderar em fibra óptica

Fabricante de sistemas baseados em material que começa a substituir cobre na conexão entre redes e residências atende mais de mil provedores e planeja abocanhar outros segmentos no País

Wuhan (China) – A FiberHome, fabricante chinesa de fibra óptica e provedora de sistemas de comunicação baseados nessa tecnologia, já responde por cerca de 30% desse mercado no mundo e quer chegar a 50% em cinco anos. Para isso, o plano é reforçar a oferta de produtos e serviços na América Latina e em especial no Brasil.

Segundo o presidente da companhia, Zhiqiang Fan, o País é o principal mercado da empresa na América Latina, região onde a adoção de tecnologias baseadas em fibra óptica tem um delay estimado de cinco anos em relação a mercados maduros, como EUA e Europa. Por esse potencial ainda pouco explorado, a área é considerada estratégica para os planos de expansão global. Em cinco anos, a companhia pretende dobrar o volume de negócios na região, que hoje soma cerca de 15% do faturamento.

Exemplo desse delay é que só agora está se consolidando no Brasil o uso da tecnologia FTTH (do inglês Fiber To The Home), que substitui os cabos de cobre no trecho conhecido como ‘última milha’ das redes de telecomunicações. É o trecho que conecta as redes das operadoras de telefonia e também dos provedores de internet (segmento conhecido pela sigla ISP, do inglês Internet Service Provider) com as residências e empresas.

A FiberHome já tem um market share de 50% no Brasil no segmento de FTTH para ISP, segundo estimativas próprias baseadas nos registros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa atribui essa posição ao seu pioneirismo na oferta dessa tecnologia no Brasil, onde iniciou suas operações em 2011. “Chegamos no momento certo”, diz o responsável pela companhia no Brasil, Jay Hu. “O FTTH ainda não era comum e os serviços dependiam de cabos de cobre”, conta.

Até então restrita aos backbones, que formam a ‘espinha dorsal’ das redes de telecomunicações, a fibra óptica passou a ser vista a partir daquele momento como opção também para a ‘última milha’, o que impulsionou os negócios da FiberHome. Assim, em seis anos no Brasil, a empresa conquistou grandes operadoras de telefonia – Telefônica/Vivo, TIM, Oi, Claro e Algar – e mais de mil pequenos clientes ISP.

Hoje, o escritório em São Paulo tem 40 pessoas, formada meio a meio por profissionais chineses e brasileiros. A empresa instalou ainda um laboratório em Itajaí (SC) para testar soluções e adaptar serviços para o mercado brasileiro.

Outros segmentos

Considerando todo o mercado de fibras ópticas no Brasil, a participação da FiberHome não é tão expressiva quanto no segmento específico de FTTH. “Mas muitos clientes também estão comprando cabos de nós, como Vivo, Tim, Oi, Copel e muitos ISP”, diz Hu. Embora o Brasil tenha peso no plano de negócios para a América Latina, a companhia optou pelo Equador para instalar em 2016 sua primeira fábrica de cabos de fibra óptica fora da China. Hoje a FiberHome também atende na Argentina, Chile, Peru e México.

Por enquanto, a fábrica no Equador atende apenas o mercado interno e exporta para a vizinha Colômbia. No futuro, deve suprir também a demanda dos demais países da região. Como os cabos são pesados, a produção local permite reduzir os custos com transporte, explica Zhiqiang, o presidente da companhia com sede em Wuhan, capital da província de Hubei, região central da China.

No mercado latino-americano, os principais concorrentes da FiberHome em cabos ópticos são a japonesa Furukawa e a francesa Prysmian e, por ser a quarta maior player global em cabos de fibra óptica e em redes ópticas PON, a expansão daqui em diante deve ser puxada por outros segmentos nos quais já atua mas não tem posição tão expressiva: os de redes ópticas, componentes ópticos, switches e roteadores e também o de produtos para IPTV STB (televisão digital por internet em banda larga). “Em redes ópticas já temos boa participação em outros países, mas no Brasil só começamos a oferecer estes produtos em 2017”, afirma. Entre os potenciais clientes dos novos produtos o executivo cita a Claro “ou algum projeto governamental”, exemplifica o executivo.

“O mercado brasileiro é muito grande e a FiberHome seguirá a investir nele. Acredito que, se crescermos dentro do esperado, vamos ajudar muito nas metas globais da empresa”, completa Hu. /*A jornalista viajou a convite da Associação de Diplomacia Pública da China

Adriane Castilho*
Fonte: DCI Diário Comércio Indústria & Serviços.

OPERADORA DOS EUA ATINGE VELOCIDADE DE GIGABIT NO 4G

OPERADORA DOS EUA ATINGE VELOCIDADE DE GIGABIT NO 4G

Teste realizado em ambiente controlado pela Verizon, com equipamentos Qualcomm e Ericsson, usou agregação de três portadoras, inclusive em espectro não licenciado.

 

A operadora móvel norte-americana Verizon, junto com as fabricantes Ericsson e Qualcomm, conseguiram um feito importante para a quarta geração de telefonia móvel (4G). Declararam nesta segunda-feira que ultrapassaram a marca do gigabit por segundo de velocidade em uma conexão celular LTE, no laboratório.

A velocidade de download obtida, exatamente, foi de 1,07 Gbps. Para chegar a este patamar, usaram um modem X20 LTE, que integrará futuras plataformas Snapdragon, da Qualcomm. A plataforma Snapdragon equipa smartphones intermediários, premium, super premium. Com isso, o modem se enquadra na Categoria 18 de velocidades LTE.

Há, no entanto, uma grande diferença entre o que se consegue em laboratório e na vida real. A velocidade de 1 Gbps em smartphones já é teoricamente atingível. O smartphone Galaxy S8 traz um modem X16, que nominalmente poderia alcançar tal limite. Em laboratório, atingiu velocidades acima de 900 Mbps. E na prática, depende da liberação de mais espectro, da proximidade a antenas e de baixa interferência para chegar à marca rotineiramente.

O teste

Além do chipset da Qualcomm, as empresas usaram a tecnologia LAA (License Assisted Access), da Ericsson. A LAA usa espectro não licenciado, como o WiFi, para agregar portadoras. Portadoras são as faixas de frequências usadas para transmitir dados ao celular. Com isso, as empresas reproduziram em laboratório uma faixa de 20 MHz FDD.

No laboratório, os pesquisadores iniciaram uma transmissão de 12 fluxos de conteúdo, entre três células móveis. Cada portadora usada – ao todo eram três – tinha ainda tecnologia MIMO 4×4 e 256 QAM de modulação. Com isso, conseguiam despejar grandes quantidades de dados de uma mesma vez na rede.

O teste foi feito em instalações da Verizon. E sua divulgação tem um destino certo: a T-Mobile, que recentemente começou a usar o espectro de 600 MHz para agregar portadoras e aumentar a velocidade de seu LTE. Foi a T-Mobile quem atingiu velocidades de 900 Mbps com o S8, citado acima.

Com os resultados do teste anunciados hoje, a Verizon sinaliza que em breve será capaz de entregar a mesma velocidade, em pouco tempo.

CABOS SUBMARINOS: CAPACIDADE DE CONEXÃO DO BRASIL VAI MAIS QUE DOBRAR.

CABOS SUBMARINOS: CAPACIDADE DE CONEXÃO DO BRASIL VAI MAIS QUE DOBRAR.

Entre este mês e 2019, oito novos cabos submarinos vão entrar em operação conectando o Brasil aos demais continentes. Hoje, existem seis cabos em funcionamento.

 

Este mês de agosto marca o início da entrada em operação da nova leva de cabos submarinos que vão interligar o Brasil aos demais continentes. De agora até 2019, oito novos cabos vão entrar em operação, mais do que dobrando a capacidade de tráfego dos seis que existem atualmente: America Móvil Submarine Cable System-1 (AMX-1), South American Crossing (SAC), Globenet, Atlantis-2, South America-1 (SAM-1) e Americas-II.

Abre a fila o Seabras-1, cabo submarino de seis pares de fibra e com capacidade de 72Tbps desenvolvido pela Seaborn Network e que conecta São Paulo a Nova York. Depois virão Monet, cuja ativação está prevista para o último trimestre deste ano, Tannat, BRUSA, ARBR, South Atlantic Cable System (SACS), South Atlantic Inter Link (SAIL) e Ellalink.

Haverá ainda mais um cabo fazendo a conexão submarina entre cidades do litoral brasileiro. Em breve o Junior, um cabo da Google entre Praia Grande (SP) e Rio de Janeiro, já implantado e em testes, vai iniciar sua operação. Ele foi contratado à empresa brasileira Padtec, que forneceu a infraestrutura óptica terrestre e submarina de longa distância. Ela é a única sul americana a integrar um mercado dominado, até então, por três grandes players integradores: Subsea Communications, ou SubCom (Estados Unidos), Alcatel Submarine Networks (França) e NEC (Japão).

A soma da capacidade potencial dos cabos internacionais a ser ativados este ano é 226 Terabytes por segundo (Tbps). Em 2018, devem entrar em operação o SACS, o BRUSA e o ARBR (que somam 196 Tbps). Há ainda a previsão de construção do SAIL e do Ellalink, que juntos terão uma capacidade potencial de 104 Tbps. São novos 526 Tbps em capacidade potencial entre 2017 e 2019. Para se ter ideia do que significa isso, em termos de crescimento, o último cabo ativado entre a América Latina e os Estados Unidos, em 2014, foi o América Móvil Submarine Cable (AMX-1), com uma capacidade de 100 Gbps.

O aumento da demanda por novos cabos submarinos é global e acompanha o crescimento do tráfego IP. Por essas fibras passa a maioria esmagadora do tráfego internacional da internet (só uma parte pequena é escoada via satélite), que cresce em números espetaculares. De acordo com a Cisco, nos próximos cinco anos haverá três vezes mais bytes trafegando na rede do que neste momento. Hoje, cada pessoa conectada à internet ou a redes IP privadas (de bancos, provedores de conteúdo, centros de pesquisa) consome em média 13 GB por mês. Em 2021, serão 35 GB mensais — o que vai significar um tráfego IP global de 3,3 Zettabytes por ano. De novo, para comparar: enquanto um Gigabyte são 109 bytes, um Zettabyte são 1021.

Maior investimento na AL

Segundo levantamento feito pela Telegeography, empresa de pesquisa de mercado e consultoria em telecomunicações, todas as rotas globais receberam pelo menos um novo cabo submarino entre 2015 e 2016. No mundo, em 2016, 13 novos cabos foram entregues, com investimentos de US$ 2,5 bilhões. Na América Latina, nos próximos dois anos, estarão localizados os maiores investimentos na construção de novos cabos submarinos (veja gráfico): US$ 1,5 O uso de banda internacional na região cresceu de 8 Tbps em 2012 para 35 Tbps em 2016, e deverá aumentar, este ano, 41% a mais do que entre 2015 e 2016.

 

Investimentos em novos cabos submarinos – 2015-2018

Novas rotas são criadas na América Latina, de acordo com Anahí Rebatta, analista de pesquisas da TeleGeography, por conta do crescimento do uso banda disponível nos cabos em; pelo crescimento da demanda dos provedores de conteúdo; pela necessidade de maior capacidade potencial — porque os cabos em operação estão ficando velhos e chegando ao limite de sua capacidade –; e pela necessidade de novas rotas, porque as redes querem ampliar os caminhos possíveis para canalizar seu tráfego e, assim, oferecer maior confiabilidade. Esses dados foram mostrados por Anahí em um webminar realizado em junho deste ano, em parceria com a Ciena.

Diversificação de rotas

A diversificação nas rotas é uma realidade tanto em nível regional quanto entre continentes. O Seabras-1, que aporta em New Jersey, e o BRUSA, que chega à Virgínia, não se conectam aos Estados Unidos pela área metropolitana do Sul da Flórida, onde os cabos anteriores chegaram. O cabo ARBR, em conjunto com o Seabras-1, vão formar a primeira rota entre a Argentina e os Estados Unidos com participação direta de investidores argentinos.

O SACS vai ligar diretamente Brasil (Fortaleza) e África (Luanda). Não é o primeiro cabo do Brasil a passar pela África. O Atlantis-2, ativado em 2000, sai de Fortaleza e passa por Dakar, no norte do continente africano, antes de chegar à Portugal. O SACS é, no entanto, o primeiro construído para transportar o tráfego gerado na África e oferecer maior agilidade ao acesso daqueles países a conteúdos online. “Vamos atender à demanda do mercado africano pelo consumo de conteúdo ao redor mundo”, diz Rafael Pistono, diretor geral e CEO da Angola Cables Brasil.

Hoje, a conexão da África com o resto do mundo é feita principalmente por meio da Europa — assim como a do Brasil é feita por meio dos Estados Unidos. Com a construção do SACS, a troca de dados entre os continentes americano e africano será cinco vezes mais rápida, observa Pistono. Novos cabos prometem também maior agilidade no atendimento aos clientes. De acordo com Marcos Martin Costa, diretor executivo de desenvolvimento de negócios da Seaborn, dona do Seabras-1, a empresa poderá fazer a entrega e ativação de circuitos em dois dias.

A existência de mais cabos não significa, necessariamente, que o custo das conexões entre os países da região vai cair na mesma velocidade que nas grandes rotas entre continentes. Isso porque um dos incentivos ao investimento em novos cabos é a conexão entre data centers, ainda concentrados nos Estados Unidos e na Europa.

Os Estados Unidos são o maior centro de produção de conteúdo do mundo — e a infraestrutura para armazenar e distribuir este conteúdo ainda se concentra lá. Em 2015, de acordo com a Seaborn Networks, 65% do tráfego internet entre a América Latina e o resto do mundo passava pelos cabos submarinos entre Brasil e Estados Unidos. Assim, a despeito da existência de novos caminhos, a maior parte dos investimentos para conectar grandes centros de dados, que faz aumentar a concorrência e cair os preços, é em rotas para os EUA.

O custo de conexão entre Europa e a África do Sul é o mais alto do mundo — uma banda de 10 Gbps entre Johanesburgo e Londres custava, ao final de 2016, cerca de US$ 40 mil por mês. Entre São Paulo e Miami, a mesma capacidade podia ser contratada por metade do valor, cerca de US$ 20 mil por mês. Os preços entre Brasil e EUA despencaram desde 2013, quando 10 Gbps custavam mais de US$ 90 mil por mês. O mesmo não se pode dizer dos custos de conexão entre São Paulo e Buenos Aires, por exemplo. De acordo com a Telegeography, o preço de um circuito de 10 Gbps entre Buenos Aires e São Paulo hoje é duas vezes maior do que entre São Paulo e Miami. A Seaborn deve ativar seu cabo entre o Brasil e a Argentina, o ARBR, no final de 2018. O cabo submarino mais recente a conectar a Argentina entrou em operação há 16 anos – se sua atividade vai contribuir para reduzir esta diferença, o futuro dirá.

São Paulo enterrará 52 km de fios em 117 ruas; 2 mil postes desaparecerão

São Paulo enterrará 52 km de fios em 117 ruas; 2 mil postes desaparecerão

Na primeira fase, o plano vai enterrar fios em distritos da região central, como Consolação, Bela Vista, Santa Cecília, Jardim Paulista e Bom Retiro

pós anos de impasse entre a Prefeitura de São Paulo e a Eletropaulo, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) fechou um acordo no qual a concessionária de energia elétrica e as empresas de telecomunicação ficarão encarregadas de enterrar 52 quilômetros de fios de transmissão que cruzam o céu da cidade e remover 2.019 postes das calçadas da capital paulista.

Em sua primeira fase, o novo plano de enterramento de fios de São Paulo, batizado por Doria de Cidade Linda Redes Aéreas, vai limpar 117 ruas de sete distritos paulistanos da região central: Consolação, Bela Vista, República, Santa Cecília, Jardim Paulista, Bom Retiro e Brás. Na maioria das vias, a Eletropaulo já enterrou sua fiação, mas restaram os cabos de telefonia, TV e internet e os postes. A previsão é concluir esse trecho até julho do ano que vem.

O cronograma de execução da rede subterrânea envolve 12 conjuntos de ruas, começando pela Rua José Paulino, no Bom Retiro, e terminando na Alameda Santos, no Jardim Paulista. Os dutos com os cabos de telecomunicações e de empresas municipais, como da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ficarão na mesma galeria já usada pela rede elétrica. As empresas de telefonia e internet, que hoje pagam aluguel para usar os postes da Eletropaulo, vão bancar as obras de enterramento. O custo total ainda está sendo calculado. Já a concessionária de energia deve gastar R$ 6 milhões para retirar os postes e reparar as calçadas. Segundo a gestão Doria, não haverá custos para a Prefeitura.

“Esse é o primeiro passo de uma maratona. Conseguimos superar os problemas que haviam e, por meio do diálogo, conseguimos encontrar viabilidade técnica e econômica para esse projeto, que vai mudar a cara da região e auxiliar na requalificação do centro”, disse Marcos Penido, secretário municipal de Serviços e Obras.

A meta estipulada pela gestão Doria é enterrar 100 km de fios por ano na cidade. A medida, uma das promessas de campanha do tucano, envolve uma longa batalha administrativa e jurídica entre a Prefeitura e a Eletropaulo. A concessionária de energia é responsável por 44 mil km de fios em sua área de concessão na Grande São Paulo, dos quais só 3 mil km são subterrâneos, e 1,2 milhão de postes.

Em 2005, o então prefeito José Serra (PSDB) sancionou uma lei obrigando as concessionárias a enterrarem todos os cabos da cidade. Dez anos depois, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) publicou uma portaria exigindo que 250 km de fios fossem retirados dos postes a cada ano, medida que foi suspensa por uma liminar da Justiça a pedido do sindicato das empresas do setor. Segundo a Eletropaulo, a meta custaria R$ 100 bilhões e levaria 33 anos para ser cumprida, com impacto na conta de luz dos clientes.

Agora, segundo o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), João Moura, o trabalho será “gradativo” e o cronograma das próximas fases, negociado com a Prefeitura. Ele disse que as empresas devem incluir na primeira etapa um trecho de quase 7 km na Vila Olímpia, centro comercial e empresarial da zona sul.

“Esses 59 km são o ponto de partida. Essas ruas vão ficar como já é hoje na Faria Lima e no Largo da Batata, onde fizemos todo enterramento em 2012, ou ao redor do estádio do Corinthians, onde as obras viárias já foram feitas com o cabeamento subterrâneo”, disse.

Em uma das ruas da primeira fase do programa, a Ribeiro Lima, no Bom Retiro, o emaranhado de fios dá na vista. “Recentemente pipocou tudo, ficamos um dia e meio sem luz. Até fizeram a manutenção, mas os fios ficaram assim”, diz Adriana Almeida, de 47 anos, proprietária de um café, apontando para o poste. Sem energia, o estabelecimento manteve as portas fechadas. O prejuízo calculado por ela, entre vendas que deixaram de ser feitas e salgados que acabaram indo para o lixo, foi de R$ 2,5 mil.

Adriana vê a proposta com ponderação. Para ela, o enterramento deve ser bem estudado pela Prefeitura antes da sua instalação, para evitar que surjam outros problemas. “Aqui na frente há um buraco que sempre abre quando chove, já ficou do tamanho de uma cratera. A Prefeitura fecha, o buraco abre”, exemplifica.

“É preciso resolver a estrutura da rua antes. Já pensou se abrem tudo e não conseguem fechar?”Não raro, pedestres param na Rua São Domingos, na Bela Vista, no centro, para fotografar um fio com mais de 30 pares de sapato pendurados. “Uma hora isso vai ceder ou dar um curto. É um perigo”, reclama a cabeleireira Marinalva Santos, de 45 anos, dona de um salão na rua.

Segundo Marinalva, é comum andar por ali em meio a fios caídos, muitos deles após casos de furtos de cobre. “Você nunca sabe se é de alta tensão ou se não oferece risco. Fica todo mundo com medo”, diz a cabeleireira, que aprova o enterramento previsto para a rua. “Hoje é feio, perigoso e atrapalha árvore de crescer.”

“A ideia é fantástica”, concorda Valdir Damaceno, de 54 anos, dono de um bar na São Domingos. No início do ano, conta, um caminhão passou pela rua e, alto demais, saiu arrastando os fios com ele. Foram três dias para consertar. “É bom que, embaixo do chão, evita futuros problemas.”

Fora da primeira etapa do projeto, a Rua Albion, na Lapa, zona oeste, está em uma região castigada na época de chuva – em outubro de 2016, um homem de 23 anos morreu eletrocutado durante um temporal que atingiu São Paulo, derrubou árvores e arrebentou a fiação. “Aqui, estoura transformador direto”, afirma Sidney Rocha, de 61 anos, funcionário de um estacionamento. “Quando chove, dá medo porque as árvores caem e podem sair derrubando tudo e pegar na gente.”

Transtorno inevitável

Embora seja uma demanda antiga da cidade, o enterramento de fios na capital paulista vai causar transtornos para os paulistanos. As empresas de telecomunicação afirmam que a substituição da rede aérea pela subterrânea não deixará ninguém sem sinal de internet, mas as valas que serão abertas em ruas e calçadas vai atrapalhar o trânsito de veículos e pedestres.

“É uma cirurgia na cidade que tem de ser feita com muita calma porque não podemos interromper os serviços e criar problemas para a população. Esse tipo de perturbação será praticamente zero. Por outro lado, haverá o transtorno da obra na rua, que é inevitável”, disse João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp).

Como a primeira fase do projeto está focada na região central da capital, onde se concentram comércios e empresas, o início da maior parte das obras será em janeiro, depois do período de festas e de fechamento de balanço das firmas, de acordo com o presidente da Telcomp.

“São obras em regiões muitos densas, em residências, comércios, escritórios e tráfego. Não queremos prejudicar a atividade de ninguém. Por isso vamos fazer com toda cautela possível”, afirmou Moura.O enterramento dos cabos de energia e telecomunicações dá mais segurança às redes, deixando-as menos expostas a intempéries como chuvas e vendavais, e acidentes. Sem falar, ainda, da vantagem estética que a medida proporciona.

Na Rua José Paulino, no Bom Retiro, famosa pelas lojas de roupa, a fiação já fica sob o solo, o que é comemorado por comerciantes. “Ficou muito bom. A manutenção é rápida e dificilmente fico sem luz”, diz a lojista Luana Pereira, de 32 anos. “É muito melhor, tanto em termos de aparência quanto de segurança.” Já o franqueador de sorvetes naturais Márcio Morgado, de 38 anos, que trabalha na Lapa, área que está fora da primeira fase do plano, torce para que o projeto chegue à sua região. “Quando os fios forem enterrados vai ficar perfeito.”

 

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/