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Novas regras para os postes

Novas regras para os postes

Anatel e Aneel vão reformular regra de compartilhamento de postes

As regras sobre compartilhamento de infraestrutura entre as concessionárias de energia e prestadoras de serviços de telecomunicações passam, a partir desta quarta-feira, 26, por uma reformulação para regularizar a situação, atualmente fonte de conflitos entre concessionárias e operadoras de telecom. Com a tomada de subsídio aberta nesta data, os diretores da Anatel e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esperam iniciar a reformulação da resolução conjunta nº 4, de 2014, que disciplina o compartilhamento, e resolver o problema que afeta os dois setores. As contribuições da sociedade serão recebidas até o dia 31 de outubro.

Entre as propostas está a que os problemas de compartilhamento dos postes devem ser resolvidos nas cidades acima de 45 mil habitantes em cinco anos. Para o municípios com população abaixo de 10 mil habitantes, o período proposto é de dez anos. O prazo para a regularização dos postes estabelecido na norma de 2014 é de 2,1 mil (postes) por ano e por operadora, o que não vem atendendo às necessidades dos dois setores. “São 54 áreas de concessão. No cenário geral, são 115 mil postes por ano em todo o país. Considerando que são quase 10 milhões de postes com maior saturação, vamos levar quase um século para resolver o problema”, afirmou o diretor geral da Aneel, André Pepitone.

Ele tem expectativa de que, com a mudança, o disciplinamento do uso dos equipamentos seja mais efetivo. Pepitone reconhece que a regra não tem sido eficaz na resolução dos conflitos, mas argumenta que a resolução conjunta já previa uma revisão em um prazo de cinco anos. O executivo também comenta que a demanda por resoluções de conflito entre agentes dos dois setores, que era para ser pontual, vem crescendo gradativamente ao longo do anos. “Neste ambiente de litígio que começou em 2014, foi criada a câmara [de resolução de conflitos]. No ano posterior, tivemos 34 casos analisados; em 2016, foram 80; no ano passado a câmara analisou 140 casos ;e em 2018, já são 182 demandas. A comissão era para ser acionada em casos de exceção”, afirma.

O diretor da Aneel também informou que o tema relacionado a preço chega a 92% das solicitações junto à Câmara de Litígio. O restante é relacionado à negativa de ocupação, cálculo, assinatura e inadimplência de contratos.

Alternativa

No texto que está sendo submetido à  tomada de subsídios, as agências apresentam alternativas para regularização  da ocupação dos postes de energia elétrica e preço do compartilhamento  de pontos de fixação nos postes, que hoje é de R$ 3,80 (valor corrigido pelo IGPM) por ponto. Na regularização dos postes, há divisão em três subtemas: regularização do passivo; regras gerais de regularização e disseminação da informação. No primeiro item, o diretor geral da Aneel reforça que, no Brasil, há 46 milhões de postes de distribuição de energia elétrica. Deste total, só nove milhões estão em situação regular e atendem às características de uso. “É preciso sanar estas questões, pois o uso desordenado aumenta o custo operacional e compromete a segurança da rede elétrica.”

Além disso, o presidente da Anatel,  Juarez Quadros, destaca que a demanda por espaço por parte do setor de telecomunicações só deve aumentar, especialmente com a difusão de redes de acesso de fibra ótica e no desenvolvimento da quinta geração de comunicações móveis (5G). “Em 2018, já temos vários novos competidores de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), que chegam a ser cerca de cinco mil operadoras e que utilizam a linha de poste”.

De acordo com levantamento das duas agências, 80% dos municípios brasileiros contam com quatro ofertantes competitivo de banda larga. Em principio, segundo avaliação dos órgãos, as condições econômicas de oferta e demanda por serviço nesses mercados não trazem uma questão de esgotamento da capacidade dos postes em suportar as redes das prestadoras. No entanto, para os 20% dos municípios, onde estão localizados 47% dos postes, há uma preocupação. Conforme análise das duas agências, nestas localidades, outros nove milhões de postes demandam por um esforço de reorganização da ocupação.

Propostas

Para resolver a situação, a tomada de subsídio sugere que se mantenha a regulação vigente; se preveja na regulamentação a aprovação de Plano de Regularização elaborado pelas distribuidoras de energia, segundo critérios próprios; se estabeleça rito administrativo de estabelecimento e acompanhamento de metas de regularização, com governança e deliberação por parte das agências reguladoras; e se estabeleça metas de regularização com diretrizes objetivas, incluindo marcos quantitativos, prazos e medidas corretivas, nos caso de descumprimento.

Nas regras gerais para regularização, as propostas são manter a regulamentação atual e prever, na regulamentação, dispositivos sobre autodeclaração ao combate à ocupação clandestina. Também prevê a regularização contratual; a cobrança pela ocupação real; o reforço da responsabilização/penalização por ocupações irregulares; e o fortalecimento da atuação da Comissão por meio de medidas coercitivas e cautelares. No sub-tema da disseminação da informação, o texto traz as seguintes alternativas: confeccionar um documento conjunto, com o objetivo de divulgar as possibilidades regulatórias disponíveis para o Poder Público, relacionadas à regularização da ocupação dos postes de distribuição de energia elétrica; promover o estabelecimento de foros de discussão conjunta entre as entidades governamentais; a criação de mecanismos de participação social nas discussões das agências sobre o compartilhamento de postes; e subsidiar o Poder Público na formulação de políticas públicas dedicadas ao tema.

 

Definição do valor do aluguel de postes poderá sofrer alterações

A tomada de subsídios lançada pela Anatel nesta quarta-feira, 26, em conjunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), servirá para os órgãos fazerem a Análise de Impacto Regulatório (AIR) para que as respectivas áreas técnicas possam oferecer um conjunto de reflexões em duas partes temáticas: regularização da ocupação dos postes e o preço de compartilhamento. Atualmente, o valor estabelecido na resolução é de R$ 3,80 (valor corrigido pelo IGPM). Entre as alternativas, está a possibilidade de a Aneel definir por meio de ato um valor que reflita os custos de demais fatores regionais intrínsecos à dinâmica do compartilhamento (saturação, demanda e competição) e que permitam a remuneração das atividades de regularização.

O texto também apresenta outras alternativas, como manter a regulamentação vigente; retirar a previsão do preço de referencia da regulamentação, estabelecendo medidas de transparência; e homologar condições de conhecimento público para contratação, sendo essas aplicáveis a todos os contratos, com preço definido pela distribuidora de energia elétrica.

De acordo com diretor geral da Aneel, André Pepitone, do total da receita arrecada pelas distribuidoras de energia com o aluguel dos postes, parte (60%) é destinada ao consumidor, sob forma de redução da tarifa de energia, e 40% são destinados às concessionárias. Ele revelou que até hoje as companhias elétricas arrecadaram R$ 1,2 bilhão com o aluguel dos nove milhões de postes que estão regularizados. Do total, R$ 720 foram usados no abatimento de tarifas. O diretor comentou que, uma vez que ocorra a regularização de outros nove milhões de postes, que estão em situação de urgência em função da grande demanda pelas operadoras de telecomunicações, a receita pode chegar a R$ 4 bilhões.

FiberHome avança com FTTH no Brasil e quer liderar em fibra óptica

FiberHome avança com FTTH no Brasil e quer liderar em fibra óptica

Fabricante de sistemas baseados em material que começa a substituir cobre na conexão entre redes e residências atende mais de mil provedores e planeja abocanhar outros segmentos no País

fonte: https://www.dci.com.br/servicos/chinesa-fiberhome-avanca-com-ftth-no-brasil-e-quer-liderar-em-fibra-optica-1.506605

Proposta de Trump para salvar a ZTE é rechaçada por parlamentares

Proposta de Trump para salvar a ZTE é rechaçada por parlamentares

Parlamentares dos EUA criticaram abertamente o possível plano do presidente Donald Trump para tentar salvar a fabricante chinesa ZTE. A empresa anunciou o encerramento das atividades na semana passada, após ser proibida de comprar componentes de empresas americanas pelos próximos sete anos. A punição aconteceu por ela ter violado uma sanção comercial ao vender tecnologia para Irã e Coreia do Norte.

Alguns dias após o ocorrido, Trump anunciou que estava trabalhando com o presidente chinês Xi Jinping para tentar reverter a situação. Em um tweet, o chefe de Estado americano disse que o fechamento da ZTE iria causar a perda de muitos empregos na China e instruiu o Departamento de Comércio a encontrar uma solução para o problema.

Essa proposta foi rechaçada por parlamentares americanos. O senador republicano Marco Rubio, por exemplo, disse esperar que a administração não siga em frente com esse acordo. “Eles [a China] estão basicamente organizando um assalto para roubar o que nós desenvolvemos e usar como base para o desenvolvimento deles, para que eles possam nos ultrapassar como líderes nas tecnologias mais importantes do século 21”, disse Rubio durante um encontro do Comitê de Relações Exteriores.

Uma bandeira da China.

O senador democrata Ron Wyden também se pronunciou: “Quem é que tenta fazer concessões unilaterais em cima da hora depois que você passa todo esse tempo dizendo, corretamente, na minha opinião, que os chineses roubaram nossa tecnologia?”. Wyden foi um dos 32 senadores que assinaram uma carta acusando o presidente de colocar os interesses da China acima da segurança nacional americana.

Pelo menos um senador saiu em defesa de Trump, de acordo com a agência de notícias Reuters. O republicano John Kennedy disse que o presidente não pode ter simplesmente acordado e decidido que mudou de ideia em relação a ZTE. Ele acredita que a proposta é parte de uma série de negociações maiores. A ideia do governo de Trump para salvar a ZTE envolvia possivelmente diminuir as penas impostas à companhia em troca de cortar tarifas que a China cobra de alguns produtos americanos, como carne de porco, frutas e nozes.

Philips lança lâmpadas que transmitem internet por meio de ondas de luz

Philips lança lâmpadas que transmitem internet por meio de ondas de luz

Novidade foi lançada no Light+Building, maior feira de iluminação do mundo. Além disso, eles anunciaram a mudança do nome da companhia

Philips lançou a Li-fi no Light+Building, maior feira de iluminação do mundo. A tecnologia permite que uma lâmpada LED transmita internet por meio da luz. Segundo a companhia a tecnologia chega até 100 vezes mais rápido do que o Wi-fi e a velocidade inacreditável de 30 Mb/s.

A empresa será a primeira do mercado a comercializar a Li-fi que utiliza as ondas de luz para propagar o sinal da conexão, mas sem comprometer a iluminação. E para utilizar a tecnologia o consumidor deverá ter um dispositivo externo que capte a transferência de dados e a luz acesse o tempo todo independente da intensidade para funcionar.

A Philips disponibilizará dois modelos de lâmpadas: a PowerBalance gen2 e a Philips LuxSpace. Recomendadas para escritórios, escolas, hospitais, áreas que necessitem alta segurança, locais subterrâneos e subaquáticos, elas são equipadas com um modem que modula a luz de LED com intensidade e frequências muitas altas e imperceptíveis ao olho humano.

Ela foi desenvolvida justamente para locais que não podem sofrer interferências de radiofrequências – que atrapalham o uso do Wi-fi. Segundo a chefe de inovação da Philips, Olivia Qiu, “enquanto as frequências de rádio estão se tornando congestionadas, o espectro de luz visível é um recurso inexplorado com uma grande largura de banda adequada para a conexão simultânea estável de uma vasta gama de dispositivos da Internet das Coisas.”

Para o público entender como irá funcionar as suas novas lâmpadas e a tecnologia que vem com elas, a companhia liberou o vídeo abaixo:

Além desta novidade, a Philips anunciou que está modificando o seu nome para Signify e justifica a mudança a ligação das pessoas com a marca e a transmissão de significados e sensações. Ainda assim, a companhia continuará utilizando a marca Philips sob licenciamento com a RoyalPhilips.

Grandes empresas precisam de tecnologia e inovação para manter-se inovadoras e capazes de competir em um mundo cada vez mais complexo! A Philips entendeu esta questão e está tentando inovar. A sua empresa pode inovar através de startups? Saiba mais no evento Corporate Startup Innovation que estamos promovendo em São Paulo para que empresas estabelecidas (pequenas, médias ou grandes) consigam melhorar seus processos de maneira rápida e barata com relacionamento com startups.

Mitos e verdades sobre a fibra óptica

Mitos e verdades sobre a fibra óptica

A quantidade de acessos à Internet via rede de fibra óptica cresce em média 70% ao ano, segundo a Anatel. Só nos provedores de Internet (ISPs), o uso da tecnologia deve representar 35% dos acessos até 2020. O artigo apresenta as vantagens em usar redes de fibra óptica, como a facilidade em trabalhar com a tecnologia, o baixo custo da aquisição da matéria-prima e a facilidade da manutenção.

 

Uma das dúvidas na hora de migrar de tecnologia e implementar as redes de fibra óptica é a possível dificuldade para fazer tudo acontecer: planejamento, compra de matérias-primas e treinamento de colaboradores. A lista parece exaustiva. Mas a realidade é que o processo de implantação da fibra óptica é bem mais simples do que se imagina, como veremos a seguir.

Infraestruturasimples mais

A infraestrutura é bem mais simples que as demais tecnologias, com menos cabos e racks. Quando comparadas com as redes de cabeamento metálico, por exemplo, são mais ágeis e com menos elementos. Essa facilidade torna o gerenciamento e a manutenção mais eficazes, mesmo com recursos bastante avançados.

Desmitificando: o meio de conexão entre o concentrador e o cliente final é realizado por meio de divisores ponto-multiponto. Isso significa que a quantidade de portas de conexão no concentrador é inferior à utilizada na topologia ponto a ponto, comum em switches de cabeamento estruturado. Ao utilizarmos esse modelo em ambientes internos, temos uma redução de 50% no espaço ocupado em dutos, facilitando a passagem dos cabos ou implantação em edifícios que já possuem estrutura.

Fácil integração

Fig.1 – Comparação de redução de custos

A rede de fibra óptica oferece fácil integração entre vários sistemas e serviços. Isso acontece devido à alta capacidade e confiabilidade da tecnologia em transmitir, por meio de um único cabo, serviços como telefonia, interfonia, dados, CFTV, entre outros. O responsável por esse feito é o equipamento concentrador, que gerencia e disponibiliza o sinal para cada um dos clientes conectados.

Desmitificando: o meio óptico possui capacidade de transmissão 10 vezes superior em relação ao cabeamento metálico. Por não se tratar de transmissão elétrica, a fibra Fig.óptica não é sensível à interferência eletromagnética, o que garante uma maior confiabilidade em seu meio de transmissão.

Por que não é caro trabalhar com fibra óptica?

Uma rede de Internet preparada para o futuro pede uma estrutura completa e eficiente. Hoje a tecnologia que atende a esses requisitos é a fibra óptica. No entanto, quando pensamos em alta tecnologia, é comum relacioná-la a algo complexo, difícil de ser implementada e com alto valor agregado. Abaixo são apresentadas algumas características da fibra óptica que derrubam esses mitos.

Menor custo da matéria-prima

O custo do cabo óptico já deixou de ser um empecilho na implantação de redes ópticas. À medida que a rede de fibra óptica se expandiu no Brasil, a demanda de produção aumentou e, com isso, o preço reduziu consideravelmente. Essa nova dinâmica fez com que seus principais concorrentes (coaxial e UTP) perdessem força no mercado. Além disso, o cabo óptico conta com maior vida útil e oferece mais qualidade na entrega do serviço, o que torna o custo mais competitivo.

Custo de material mais acessível

Ao montar uma rede cabeada, é possível optar entre dois modelos: cabo metálico (UTP) ou cabo óptico. Dependendo do cenário onde a rede será implantada, os dois modelos atenderão a necessidade. No entanto, o diferencial é ficar atento ao custo do material. Ao optar por cabos metálicos (UTP), o gasto fica em torno de 52% a mais do que com o cabo óptico. Uma boa prática é colocar na ponta do lápis todo o investimento nos dois projetos. Se num primeiro momento a rede com cabo UTP parece ser mais em conta, será que não é melhor investir em uma matéria-prima com maior vida útil e de fácil manutenção?

Redução no consumo de energia

Uma das características que tornam a implantação de uma rede óptica mais vantajosa economicamente é a redução no consumo de energia. Isso acontece porque em uma rede de fibra óptica os únicos equipamentos que precisam de alimentação são o concentrador e os modems dos clientes. Justamente por contar com poucos equipamentos na transmissão dos serviços de telefonia e Internet, há menos dissipação de energia. Assim, a sensação de calor no ambiente reduz e, consequentemente, a necessidade de sistemas de climatização potentes também. Todas essas vantagens diminuem o consumo de energia elétrica.

Manutenção reduzida

Fig. 2 – Comparação com cabo UTP x rede com cabo óptico para 128 usuários

A durabilidade de um cabo óptico é cinco vezes maior que a de um cabo metálico. Por isso, após a implantação da rede a sua manutenção é muito baixa. Além de se tratar de uma tecnologia com qualidade de ativos e passivos superior, os únicos equipamentos que necessitam de alimentação estão alocados no provedor e no cliente. Os concentradores (OLTs – Optical Line Terminals) normalmente são instalados com energia controlada e estão protegidos contra surtos de tensão. Portanto, tendem a não apresentar travamentos.

Desmitificando: a estrutura da rede óptica (e grande parte de ativos e passivos) pode ser utilizada no mercado de telecomunicações por vários anos. Isso porque equipamentos para transmissão óptica tendem a ser mais robustos, duráveis e resistentes em relação a equipamentos para transmissão elétrica. Algumas tendências são implementadas para garantir maior qualidade na oferta do serviço para o cliente final. No entanto, elas acontecem apenas no concentrador e nos modems. concentrador e nos modems. Dessa forma, a entrega é feita com eficácia e sem agregar grandes investimentos ao projeto.

No momento da compra dos equipamentos, é importante se informar se os produtos escolhidos suportam os avanços da tecnologia. Futuramente, esta decisão fará com que o provedor economize em uma expansão ou melhoria na qualidade dos serviços.

Investimento protegido

A fibra óptica apresenta flexibilidade e escalabilidade para a implantação de mais serviços e bandas. Assim, se o projeto de um cliente necessitar de mais velocidade na conexão, não é preciso mudar a estrutura da rede.

Redução de despesas

De uma forma mais abrangente, a solução reduz despesas Capex e Opex. O Capex são despesas de capital, como o montante de investimentos realizados em equipamentos e instalações, de forma a manter a produção de um produto ou serviço ou manter um negócio em funcionamento. Já o Opex são os custos de operação, como o valor gasto com a manutenção de equipamentos e outros dispêndios operacionais, necessários à manutenção de um negócio. As figuras 1 e 2 apresentam as reduções de custo com fibra.

Selecionamos a seguir alguns fatores para comprovar por que investir em fibra óptica.

Segurança

  • Isolamento elétrico: quando um cabo de fibra óptica se rompe, não há riscos de curto-circuito, faíscas ou outras condições que poderiam levar a acidentes ou incêndios.
  • Imunidade eletromagnética: com a fibra óptica, existe a possibilidade de trabalhar em dutos elétricos sem sofrer interferências.
  • Proteção de dados: as tentativas de captação de dados do interior da fibra são facilmente detectáveis, pois esse processo exige o desvio de uma grande quantidade da luz criada em seu interior.
  • Garantia da entrega: os serviços são oferecidos com latência mínima na rede.

Maior alcance

Se comparada a uma rede de cabeamento metálico, a fibra óptica suporta distâncias muito maiores. Enquanto uma rede metálica não ultrapassa 100 metros por ponto de acesso, uma rede de fibra tem um alcance da ordem de quilômetros. Quando a topologia ponto-multiponto é utilizada, a abrangência é de 20 km; já a ponto a ponto pode chegar a 100 km.

Menos desperdício

A fibra óptica apresenta taxas muito baixas na perda de dados, graças à baixa atenuação do material de seus cabos. Essa característica permite levar o serviço por distâncias muito maiores a preços bem mais baixos.

Desmitificando: quando comparamos os materiais elétricos (cabos UTP, por exemplo) e ópticos (fibra), o grande diferencial entre eles é a atenuação gerada pelo material. Essa característica garante a não degradação e perda do sinal.

No caso do meio elétrico, é verificada uma atenuação de 160 dB/km, quando trabalhado com frequência de 125 MHz (utilizada no Cat. 5e). Já ao utilizar fibra óptica, a atenuação a cada quilômetro é de no máximo 0,03 dB. Ao comparar os índices de atenuação de cada um deles, percebemos que, trabalhando com a fibra óptica o índice é menor. Logo, a perda de sinal diminui e a qualidade de entrega de dados é muito melhor.

Conclusão

A rede de fibra óptica cresce a uma taxa média de 70% ao ano. As razões incluem a infraestrutura mais simples e fácil integração que eliminam o excesso de cabos e facilitam a identificação de problema na rede. Além disso, quebramos o mito de que se trata de uma tecnologia cara. Ao contrário, o número de acessos via fibra óptica tornou o mercado mais competitivo e reduziu o custo da matéria-prima. Sem contar a fácil manutenção, escalabilidade e redução na conta de energia elétrica. Além de garantir uma entrega de qualidade e baixo custo na implantação do serviço, a rede de fibra óptica ainda contribui para a preservação do meio ambiente.

Fonte: RTI Abril 2017 – Ano XVII – No 203

FALHA DO GOVERNO COM PEQUENOS PROVEDORES

FALHA DO GOVERNO COM PEQUENOS PROVEDORES

Aníbal Diniz convoca ISPs a se unirem para cobrar uso de fundos setoriais e a participar da construção de políticas para o setor, contribuindo para o Comitê de Pequenos Prestadores de Serviços de Telecomunicações, que está em consulta pública.

Aníbal Diniz - foto de Pedro França-Agencia SenadoO conselheiro Aníbal Diniz exaltou hoje, 5, na abertura do 35º Encontro Provedores Regionais, que está sendo realizado em Porto Velho (Rondônia), a “grandiosa atuação” dos pequenos provedores regionais de serviços de telecomunicações em cumprir um papel que “deveria ser do Estado”, de universalizar o acesso às telecomunicações nos mais distantes locais do país. “A Anatel também foi reativa nesse processo. Mas está mudando a sua agenda e já adotou diversas medidas no sentido de apoiar vocês, que se destacam em um cenário que alguns anos atrás eram privilégio apenas das grandes corporações”, disse Diniz, a uma plateia de cerca de 80 representantes de provedores da região da Amazônia.

De acordo com o conselheiro da Anatel, os cerca de 7 mil pequenos e médios provedores identificados hoje, no país, respondem por 4 milhões das 28 milhões de conexões em banda larga fixa. “Isso denota uma competitividade que precisa ser estimulada, por exemplo, pela diminuição dos encargos regulatórios”, ressaltou Diniz. Ele alertou os provedores de que o governo, porém, não vai trabalhar na linha da redução de impostos: “Está em elaboração, sob minha relatoria na Anatel, o Plano Estrutural de Redes de Telecom (Pert), que é estratégico para o avanço dos provedores. O documento final deve ser um diagnóstico geral das telecomunicações no Brasil, propondo saídas para os gargalos e apontando fontes de financiamento para realizar os investimentos prioritários, evitando sobreposição ou lacunas de infraestrutura”.

Segundo Diniz, os provedores terão o apoio da Anatel para se unir na defesa da liberação dos fundos setoriais, que já recolheram em torno de R$ 100 bilhões e foram pouco aproveitados. “Precisamos encaminhar a proposta de alteração do Fust para usar na expansão de banda larga, pensar em um fundo garantidor e incentivos para internet subsidiada”, defendeu o conselheiro.

Cientistas testam Internet veloz e sem fio que pode substituir fibra ótica

Cientistas testam Internet veloz e sem fio que pode substituir fibra ótica

Pesquisadores descobriram uma maneira de desviar fótons de obstáculos no ar. Nova tecnologia é tão rápida quanto Internet por fibra ótica, com a vantagem de não precisar de fios.

Distribuir Internet em alta velocidade e sem a necessidade de cabos pode ser possível no futuro graças aos estudos de cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia. Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que utiliza luz para transmitir dados pelo ar, fora de uma rede de fibra ótica convencional.

Até então, fótons – partículas de luz que carregam energia e informação – só serviam como meio de conexão confinados em uma rede cabeada. A novidade abre espaço para que, futuramente, a velocidade de transmissão via Wi-Fi seja equiparável ao da fibra ótica, de maneira prática e mais barata, sem a necessidade de cabeamento. Nas linhas a seguir, entenda melhor como funcionaria a tecnologia.

Como funciona

O time de especialistas testou com sucesso um método que permite “dobrar” a luz no ar para desviar de obstáculos. Mesmo sem o direcionamento provocado pela camada de vidro da fibra ótica, o sinal de Internet em forma de fótons percorreu cerca de 1,6 km em zona urbana em velocidade superior a 1 Gbps e foi capaz de manter as informações intactas.

Atualmente, redes de fibra ótica atingem velocidades de transmissão na casa dos 10 Gbps. A tecnologia em desenvolvimento promete desempenho equiparável, com custo menor e sem a necessidade da instalação de cabos.

Segundo os cientistas, a descoberta expande as possibilidades de uso da luz para transmitir sinal de Internet pelo ar. Além de não depender de fibra ótica, que responde pelo alto custo da conexão de banda larga no mundo, a nova técnica permite armazenar mais dados em cada fóton, indo além dos usuais 0 e 1 da comunicação binária.

Limitações

A tecnologia desenvolvida na Escócia permite usar luz para transmitir Internet em locais com muitos obstáculos, porém não é capaz de atravessar paredes – ao contrário do sinal do Wi-Fi comum. A tendência é que a novidade seja menos efetiva dentro de prédios e casas.

Ainda assim, os cientistas defendem ao menos duas grandes vantagens na descoberta. De acordo com os estudiosos, a tecnologia permitiria acelerar a entrega de dados em zonas rurais e obter banda larga em qualquer lugar com um investimento mínimo em cabeamento.

Vale lembrar que a técnica para uso de fótons no ar como meio de transmissão de Internet está em fase de pesquisa. Portanto, ainda não há previsão de lançamento no mercado.

TCU libera Anatel a trocar multas contra operadoras por investimentos

TCU libera Anatel a trocar multas contra operadoras por investimentos

Tribunal analisou acordo entre agência e Telefônica que prevê a conversão de R$ 2,1 bilhões de multas em investimentos de R$ 4,87 bilhões. Corte determinou, porém, algumas alterações.


O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou nesta quarta-feira (27) a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a fechar um acordo com a Telefônica (dona da Vivo) que permite a conversão de multas em investimentos.

A liberação, porém, está condicionada a algumas mudanças que terão que ser feitas no texto do acordo. Uma delas exige que a Anatel fixe não só o município onde o investimento da empresa deverá ser feito mas também em que região.

Depois disso, o conselho diretor da Anatel terá que aprovar essa nova redação e, o TCU, verificar se as determinações feitas nesta quarta foram cumpridas.

Concluído esse processo, a Anatel ficaria liberada para fazer novos ocordos do tipo com outras operadoras, desde que seguindo as mesmas determinações do TCU. A agência aguardava o posicionamento do tribunal para finalizar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Telefônica e para analisar outros termos.

O TAC com a Telefônica prevê a conversão de R$ 2,199 bilhões em multas aplicados pela Anatel contra a operadora em R$ 4,87 bilhões em investimentos na rede da própria empresa.

A Anatel defende a medida apontando que tem dificuldade de receber as multas (as empresas as questionam na Justiça em processos que costumam demorar anos) e que os acordos elevam os investimentos e melhoram a qualidade do serviço prestado aos consumidores.

Críticas

O ministro do TCU José Múcio fez duras críticas ao TAC da Telefônica e disse que só votaria no processo por “respeito ao ministro Bruno Dantas”. Múcio afirmou que os investimentos aprovados no termo privilegiam a região Sudeste e que vai ficar atento a outras propostas de TAC feitas pela agência para verificar onde serão feitos os investimentos exigidos.

As críticas de Múcio foram seguidas pelos ministros Augusto Nardes e Aroldo Cedraz, que, no entanto, também votaram com o relator.

Oi

Apesar de ter sido aprovado em maio de 2016, o TAC da Oi não deve ser assinado antes da conclusão do processo de recuperação judicial da empresa. O TAC da Oi previa a troca de R$ 1,2 bilhão em multas da Oi por R$ 3,2 bilhões em investimentos.

Em sua apresentação no TCU, o conselheiro da Anatel Igor de Freitas defendeu os TACs e afirmou que a própria corte de contas já questionou a falta de efetividade da aplicação de multas. Segundo ele, os termos permitirão reverter em benefício dos consumidores as penalidades aplicadas contra as empresas.

“A proposta dos TACs tem como objetivo deixar de discutir por 10, 15 anos, a correção de cada multa aplicada. Tirando a multa e colocando os usuários no centro do debate”, afirmou.

FONTE:  G1, Por Laís Lis, Brasília